São José enfrenta um forte aumento nos casos de diarreia no início deste ano, assim como Florianópolis. Segundo o CID (Classificação Internacional de Doenças), já foram identificados, só na primeira semana de janeiro, cerca de 614 casos de diarreia/gastroenterite no município. Isso mostra um aumento de 33,2% em relação ao último mês, que registrou 410 casos entre os dias 25 e 31 de dezembro.
As crianças e os idosos são os mais suscetíveis à desidratação, uma das complicações das infecções gastrintestinais e devem procurar atendimento médico – Foto: Divulgação/PSJ/NDAlimentos mal higienizados, altas temperaturas e a situação da balneabilidade das praias podem ter relação direta com o aumento dos casos. A gastroenterite costuma provocar quadros de febre, vômito e diarreia.
“As crianças e os idosos são os dois extremos mais suscetíveis à desidratação, que é uma das complicações das infecções gastrintestinais, muito comuns nessa época do ano”, explica a diretora de Vigilância Epidemiológica, Katheri Zamprogna. No município de São José, a população mais atingida no momento tem sido a adulta, especialmente entre 20 e 39 anos.
SeguirTratamento contra a gastroenterite
É preciso ficar atento à evolução dos casos, sobretudo em idosos e em crianças, que devido a perda de eletrólitos, potássio e cálcio podem desenvolver desidratação. A diretora ainda orienta que em casos de desidratação, a população deve procurar por uma das Unidades Básicas de Saúde.
“A maior parte desses casos tem tratamento simples, como reposição de eletrólitos e vitaminas. Uma medida efetiva é a utilização do soro de reidratação oral, disponível gratuitamente nas unidades mediante avaliação de profissional de saúde” afirma.
Orientações para prevenir infecções gastrintestinais
- Lavar as mãos frequentemente com água e sabão ou solução antisséptica.
- Beber água tratada e de fonte segura.
- Avaliar se os alimentos foram bem preparados.
- Evitar o consumo de alimentos de vendedores ambulantes não credenciados e frutas/verduras com as cascas danificadas.
- Conferir se os alimentos estão bem embalados e com as informações de produção e data de validade.
- Evitar o consumo de preparações culinárias com ovo cru.
- Não se banhar em praias consideradas impróprias para banho e locais perto de saídas de rios e córregos.
- Não consumir água do mar
- Evitar levar animais à praia.
Florianópolis já considera epidemia
A Secretaria de Saúde de Florianópolis já registrou 913 casos de diarreia até a última segunda-feira (9). Os dados são contabilizados desde o dia 1º de janeiro e a situação é considerada epidemia. Até então, a origem dos quadros de diarreia permanece desconhecida.
O aumento vertiginoso de casos ganhou essa classificação pois os registros superaram a média de notificações comum ao período. Entre 2014 e 2019, a Prefeitura de Florianópolis identificou uma média de 490 casos de diarreia entre 1º e 6 de janeiro. Os dois anos de pandemia foram excluídos do cálculo devido a menor circulação de pessoas.