São Paulo tem Carnaval cancelado após Florianópolis; veja lista de 14 cidades no País

Aumento dos casos de Covid-19 e propagação da variante Ômicron motivaram cancelamento das festividades de Carnaval

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Redação ND* Florianópolis

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Assim como em Florianópolis, o Carnaval foi cancelado em outras 13 capitais brasileiras até esta quinta-feira (6). As cidades do Rio de Janeiro, Curitiba, Salvador, São Paulo, Recife, Fortaleza, Cuiabá, Campo Grande, São Luís, Belém, Maceió e Belo Horizonte não terão as festividades.

Bloco dos sujos, tradicional festividade do CarnavalSujos, tradicional bloco de Florianópolis, foi cancelado pela prefeitura. A foto é de 2014 – Foto: Rosane Lima/Arquivo/ND

O motivo é o aumento expressivo dos casos de Covid-19, situação provocada principalmente pela propagação da variante Ômicron. Na capital de São Paulo, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), cancelou a festividade mas manteve os desfiles das escolas de samba.

Os desfiles ocorrem no Sambódromo do Anhembi nos dias 25, 26, 27 e 28 de fevereiro. No entanto só poderão ser realizados se a Liga aceitar os protocolos sanitários. Em Florianópolis o cancelamento atinge os blocos de ruas e o desfile das escolas de samba na passarela Nego Quirido.

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“Entendo, também, que os desfiles são importantes para as comunidades e cultura da nossa cidade. Vamos procurar as escolas para buscar novas parcerias no futuro”, afirmou prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro (DEM).

São Paulo e outras capitais

Conforme o Comitê Científico do Estado de São Paulo, manter o evento é “impensável” nestas condições. Mesmo o desfile, que segue confirmado, inspira preocupação do município pois as pessoas costumam se aglomerar no transporte e na entrada do evento.

Em Olinda, o professor Lupércio (Solidariedade), disse ao Estadão que seria uma “irresponsabilidade muito grande” promover festividades públicas neste momento, uma vez que a cidade recebe, em média, 4 milhões de foliões de cerca de 80 países.

“Eu sempre disse que nós estávamos preparados para realizar a festividade da nossa cidade em 2022 desde que as condições por conta da pandemia fossem favoráveis. No entanto, o cenário pandêmico não nos permite fazer este que é o maior Carnaval do mundo”, ressaltou.

Cancelaments em SP

A lista de cancelamentos em São Paulo inclui blocos de artistas e produtores famosos, como Pipoca da Rainha (Daniela Mercury), Bloco do Alok, Bloco do Abrava (Tiago Abravanel) e Bloco do Kondzilla (ligado ao funk).

A Prefeitura de São Paulo havia autorizado 696 desfiles para o Carnaval de rua 2022, segundo balanço municipal de 30 de dezembro. O número não incluía os blocos que pediram o cancelamento e os 23 suspensos por não enviarem todos os dados exigidos.

Contra

O Fórum Aberto dos Blocos de Carnaval de São Paulo, que representa 195 agremiações, a Comissão Feminina do Carnaval de Rua de São Paulo, integrada por cerca de 60 blocos, e a Ubcresp (União dos Blocos de Carnaval do Estado de São Paulo) já haviam se manifestado contrários à realização dos desfiles.

Para os grupos, a retomada de ensaios no fim de 2021 demonstrou ser inviável a manutenção do Carnaval, pois parte dos blocos registrou casos de coronavírus entre integrantes nos eventos, mesmo restritos para algumas dezenas de participantes e com o uso de máscara e imunizados.

Coordenadora da Comissão Feminina e integrante de três blocos, Thais Haliski conta ter pego Covid-19 pela primeira vez em dezembro, possivelmente em um ensaio, situação semelhante que percebeu entre outras pessoas no meio. “O Carnaval se mostrou totalmente inviável com a chegada da Ômicron”, argumenta. “Se em ambientes controlados, como os ensaios, não é possível, imagina em um ambiente em que é só comprovar que tomou a vacina (sem uso obrigatório de máscara)?”.

*Com informações da Agência Estado e Portal R7