O Ministério da Saúde autorizou, nesta quarta-feira (4), a aplicação de reforço da vacina contra a Covid-19 em crianças de 5 a 11 anos. A recomendação é que a dose seja feita com a Pfizer infantil.
Estão elegíveis todos aqueles nessa faixa etária que tomaram a segunda dose (CoronaVac ou Pfizer) há pelo menos quatro meses.
Reforço para crianças foi liberado pelo Ministério da Saúde – Foto: Prefeitura de Joinville/Divulgação/NDO embasamento para a recomendação leva em conta o aumento em até seis vezes dos níveis de anticorpos após a dose complementar. O ministério também considerou uma subanálise com a vacina da Pfizer que apontou aumento de 36 vezes na produção de anticorpos contra a variante Ômicron do coronavírus em crianças de 5 a 11 anos.
SeguirDose de reforço em adultos
A dose de reforço tem sido um problema para o país. 68 milhões de pessoas ainda sem a primeira dose de reforço. Destas, 19 milhões de pessoas que ainda não receberam a segunda dose do esquema vacinal primário. Os dados são da Rede Nacional de Dados em Saúde.
Nesta semana, a recém-empossada ministra da Saúde, Nísia Trindade, lembrou que a pandemia não acabou e reforçou a importância de se completar o esquema vacinal contra a doença.
“A pandemia mostrou a nossa vulnerabilidade. O rei está nu. Precisamos afirmar, sem nenhuma tergiversação, e superar essa condição”, disse, ao afirmar que o país responde por 11% das mortes por Covid no mundo, apesar de representar 2,7% da população global.
A recém-empossada ministra da Saúde, Nísia Trindade, lembrou que a pandemia não acabou e reforçou importância da vacina – Foto: Cristiano Andujar/PMF/Divulgação/NDSegundo a pasta, estudos científicos mostram que a proteção vacinal desenvolvida contra a Covid é mais alta nos primeiros meses, mas pode apresentar redução. Com a dose de reforço, a proteção contra o vírus volta a ficar elevada. Por isso, a proteção adicional é considerada indispensável.
OMS alerta sobre casos
Segundo a Agência Brasil, a OMS (Organização Mundial da Saúde) alertou nesta quarta-feira (4) para o aumento de casos da subvariante Ômicron XBB.1.5 na Europa e nos Estados Unidos, inicialmente detectada nos estados de Nova York e Connecticut e que alguns especialistas consideram ter potencial para causar um nova onda de infecções.
“A XBB.1.5, uma recombinação das sublinhagens BA2, está aumentando na Europa e nos Estados Unidos, foi identificada em mais de 25 países e a OMS a está monitorando de perto”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, na primeira entrevista coletiva do ano.
OMS faz alerta sobre aumento de casos da subvariante Ômicron XBB.1.5 na Europa e nos Estados Unidos – Foto: MArcello Casal Jr/Agência Bras/NDNenhuma nova variante na China
Em comunicado, a OMS informou nesta semana que nenhuma nova variante ou mutação foi observada nos dados de sequenciamento genético disponibilizados por especialistas chineses.
O Grupo Consultivo Técnico sobre Evolução de Vírus da OMS reúne-se regularmente para revisar evidências científicas recentes sobre variantes da covid-19 e aconselha a organização sobre a necessidade de mudança nas estratégias de saúde pública.
“A manutenção de altos níveis de vigilância genômica representativa em toda a China, e globalmente, o anúncio de sequências genômicas com metadados clínicos e epidemiológicos relevantes e o rápido compartilhamento desses dados são os pilares de uma avaliação de risco global oportuna”, destacou a OMS.