O TCE/SC (Tribunal de Contas do Estado) notificou 13 unidades hospitalares de Santa Catarina, pedindo explicações sobre a falta de insumos para a realização de procedimentos médicos. As unidades são administradas diretamente pelo Estado e devem responder se há falta de materiais básicos para procedimentos médicos.
Hospital Governador Celso Ramos e Maternidade Carmela Dutra, ambos em Florianópolis, estão entre notificados – Foto: Daniel Queiroz/Arquivo/NDEntre as informações solicitadas pelo Tribunal estão os materiais que estão em falta, as consequências da falta de insumos e quais medidas foram tomadas para diminuir o impacto do material que está faltando. O Estado tem prazo de cinco dias para que as respostas sejam dadas.
As notificações foram enviadas na noite da última quinta-feira (4), mas o prazo conta a partir da ciência da notificação. Nesta segunda-feira (8), os técnicos do TCE iniciaram o contato por telefone com as unidades para informar do envio dos ofícios.
Saiba quais unidades foram notificadas:
- Hospital Governador Celso Ramos – Florianópolis
- Hospital Infantil Joana De Gusmão – Florianópolis
- Hospital Nereu Ramos – Florianópolis
- Maternidade Carmela Dutra – Florianópolis
- Hospital Regional Dr. Homero De Miranda Gomes – São José
- Instituto de Cardiologia – São José
- Instituto de Psiquiatria de Santa Catarina – São José
- Hospital Santa Teresa – São Pedro De Alcântara
- Hospital Dr. Waldomiro Colautti – Ibirama
- Maternidade Dona Catarina Kuss – Mafra
- Hospital Regional Hans Dieter Schmidt – Joinville
- Maternidade Darcy Vargas – Joinville
- Hospital e Maternidade Tereza Ramos – Lages
Atraso em procedimentos
A costureira Cândida Jolinda de Matos está preocupada com a saúde da tia Dorvalina Benta Pires, que precisa realizar um procedimento. “Ela tem 90 anos, a sonda dela tá furada, dá mau cheiro. Então, eu preciso fazer a troca dessa sonda. Ela está precisando”, desabafou a sobrinha da paciente.
Segundo Cândida, o procedimento foi adiado devido à pandemia: “Há um ano já era para ter trocado. Não foi trocado por causa da pandemia. Então, faz quatro meses que eu tô lutando pra trocar essa ‘gastro’ e não consigo. Já fui no [Hospital] Celso Ramos, onde ela ficou internada 30 dias, e o hospital me informou que não tem o kit da gastro. Não tem. Que tem vários pacientes que precisam fazer a troca e não tem.”
Além da falta de insumos para o procedimento de Dona Dorvalina, o Hospital Governador Celso Ramos, em Florianópolis, também enfrenta atrasos para a realização de cirurgias ortopédicas por falta de insumos. Na última semana, o secretário de Estado da Saúde, André Motta Ribeiro, visitou a unidade para supervisionar pessoalmente o fluxo de atendimento de pacientes.
Confira mais informações na reportagem do Balanço Geral Florianópolis.