Santa Catarina concentra 57% dos casos de dengue na Grande Florianópolis. Dos 4.078 diagnósticos, 1.593 foram registrados em seis cidades da região, conforme dados da Dive/SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina).
Grande Florianópolis concentra 57% dos casos de dengue em Santa Catarina – Foto: Leo Munhoz/NDPalhoça é o município com o maior número de casos em Santa Catarina, sendo 1.593 confirmados, além de ter a maior taxa de incidência — cálculo que mede o número de casos a cada 100 mil habitantes — de 673,18%, valor considerado de epidemia segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde).
Além de Palhoça, Saudades, no Oeste, é segundo o município em epidemia, já que na população de 9.810 habitantes foram diagnosticados 31 casos de dengue, o que gera uma taxa de incidência de 301,79%.
SeguirO número de mortes causados pela doença chegou a quatro, sendo dois em Palhoça, um em Florianópolis e um em Joinville. Segundo a Dive, quatro mortes são investigadas.
Veja casos por município da Grande Florianópolis
- Palhoça: 1.593 casos de dengue
- Florianópolis: 402 casos de dengue
- São José: 311 casos de dengue
- Biguaçu: 13 casos de dengue
- Santo Amaro da Imperatriz: 11 casos de dengue
- Águas Mornas: 2 casos de dengue
SC libera 10 milhões para combater doença
O governo de Santa Catarina divulgou, na última quarta-feira (29), um decreto que libera R$ 10 milhões para que os municípios utilizem em ações de combate à dengue. No entanto, as cidades precisam atender quatro requisitos.
“Esse incentivo financeiro vai fortalecer as ações de assistência e ajudar na organização da rede municipal. Vai ser possível, por exemplo, ampliar o horário de atendimento nas unidades básicas de saúde, inclusive com abertura dos postos nos finais de semana e feriados”, explica a secretária de Estado da Saúde, Carmen Zanotto.
Confira os requisitos necessários para ter acesso ao recurso
- Ser considerado infestado pelo mosquito Aedes aegypti conforme as definições da Estratégia Operacional para prevenção e controle da dengue;
- Apresentar uma taxa de incidência de dengue, neste ano, igual ou maior do que 50 casos por cem mil habitantes;
- Ter um decreto municipal vigente promulgando emergência em saúde pública por conta do aumento dos casos de dengue;Instituir um COE (Centro de Operações em Emergências em Saúde) municipal.
Ainda de acordo com o governo estadual, o incentivo financeiro será repassado mediante avaliação do Coe-arb (Centro de Operações em Emergência em Saúde-Arboviroses).
O valor será repassado de acordo com o solicitado no termo de requisição de incentivo financeiro excepcional e complementar de custeio para as ações.
Além disso, o repasse será realizado em duas parcelas mensais podendo ser prorrogado por igual período, desde que haja renovação da solicitação e manutenção.
Ainda de acordo com o texto divulgado no DOE (Diário Oficial do Estado), os repasses para a ampliação de novas áreas e equipes podem ser solicitadas em qualquer momento pelo município, “enquanto durar a situação de emergência relacionada à dengue em Santa Catarina ou diante da piora da situação epidemiológica local”.