Em meio a surtos de gripe e da variante Ômicron, o Estado de Santa Catarina vive a preocupação de casos suspeitos da “flurona”, um “combo” de infecções pelo coronavírus e pela influenza.
O secretário de Estado da Saúde, André Motta Ribeiro, já havia antecipado ao ND+ a investigação de coinfecções. Na tarde desta terça-feira (4), a SES (Secretaria de Estado da Saúde) emitiu uma nota oficial, informando que há nove casos em Santa Catarina aguardando resultados.
O secretário municipal de saúde, Carlos Alberto Justo da Silva, orientou que o uso de máscaras seja mantido por pessoas que não completaram o ciclo vacinal – Foto: Leo Munhoz/NDAs localidade destas suspeitas, no entanto, não foram informados pela pasta.
SeguirOs casos foram identificados pelo Lacen/SC (Laboratório Central de Saúde Pública) e foram enviados para o Laboratório de Referência Nacional para Santa Catarina, a FioCruz (Fundação Oswaldo Cruz) para confirmação ou descarte.
Até a tarde desta terça, portanto, não há confirmações da coinfecção em Santa Catarina.
A Dive (Diretoria de Vigilância Epidemiológica) destaca que, como os dois vírus são respiratórios, as medidas de prevenção para ambos são as mesmas:
- uso de máscara em locais fechados e ambientes aglomerados;
- higienização frequente das mãos com água e sabão ou álcool em gel;
- distanciamento social;
- isolamento em caso de sintomas respiratórios;
- ventilação de ambientes.
O que é a “flurona”?
“Flurona” foi o nome dado para a infecção simultânea de uma mesma pessoa pelo coronavírus e influenza.
A Dive ressalta que há, atualmente, a circulação de ambos os vírus em Santa Catarina, o que pode ocasionar a coinfecção.
A Secretaria de Saúde de Santa Catarina esclarece que a coinfecção Covid-19 e gripe pode ocorrer sempre que houver a infecção simultânea de uma pessoa por qualquer variante do coronavírus, com qualquer subtipagem do vírus influenza.
Flurona é uma designação definida a partir dos termos “flu” (gripe, em inglês) e “rona” (de coronavírus).
“É uma situação que nos preocupa, já temos casos da Ômicron sendo investigados e agora temos esse fato novo. Os sintomas são similares, precisamos ficar atentos e identificar as regiões de maior risco”, disse o secretário Motta Ribeiro.
O secretário reforça que a população deve se vacinar contra o vírus Influeza e contra a Covid-19. “Vacinados correm risco menor de adoecer”, explica.
Combinação dos vírus da Covid-19 e influenza H3N2 é chamada de “Flurona” – Foto: NIAIDPrimeiro caso detectado no mundo
O primeiro caso mundial de contágio simultâneo por ambos os vírus foi detectado em Israel, no dia 30 de dezembro de 2021.
O Ministério da Saúde israelense confirmou o caso, que veio de uma mulher grávida não vacinada no país.
No Brasil, Rio de Janeiro e Ceará já registram casos de coinfecção por Covid-19 e influenza.