A Dive (Diretoria de Vigilância Epidemiológica) informou, nesta segunda-feira (20), que Santa Catarina registrou, em 2021, três mortes por febre amarela no Estado. As três mortes aconteceram em São Bonifácio, Blumenau e Águas Mornas.
Das 74 notificações recebidas pelo órgão sanitário, oito se confirmaram. Dentre todos os acometidos pela doença, nenhum havia recebido a vacina contra o vírus transmitido pelo Aedes aegypti.
Dive também apontou circulação do vírus em SC e como se proteger – Foto: Agência Brasil/Divulgação/NDTrês regiões de Santa Catarina abrigam os casos confirmados. Na Grande Florianópolis, estão as cidades de Águas Mornas, Anitápolis, Palhoça e São Bonifácio. No Vale do Itajaí, Blumenau e Taió tiveram registros. No Sul, Imbituba foi a única cidade a contabilizar casos.
SeguirComparando os nove meses deste ano com todo o ano de 2020, o Estado teve nove casos a menos da doença. Em 2020, foram 17 ocorrências confirmadas, contra as oito contabilizadas neste ano de 2021.
Rota do vírus em SC
O mapa abaixo apresenta a distribuição do vírus, através de seu vetor, e o deslocamento da doença no período sazonal que abrange 2020 e 2021. Para se entender como a doença se espalha pela região, há monitoramento e notificações relacionados ao adoecimento e morte de macacos.
Mapa aponta circulação do vírus da febre amarela nesta temporada – Foto: Dive/SC/Divulgação/NDPela imagem, é possível perceber que o vírus está percorrendo as regiões do Nordeste, Planalto Norte, Médio Vale do Itajaí e Alto Vale do Rio do Peixe, com expansão para a Serra, Alto Vale do Itajaí e Xanxerê, além de parte da Mata Atlântica.
Imunização é o caminho
A transmissão do vírus preocupa por conta do impacto na população. A Dive/SC considera que o Estado está em ‘elevada vulnerabilidade regional’, em especial na parte avermelhada do desenho, já que os indicadores de cobertura vacinal estão abaixo do recomendado em muitos desses municípios.
Cobertura vacinal em SC também é analisada pelo órgão – Foto: Dive/SC/Divulgação/NDA vacinação é importante se considerarmos que, dentre todos os infectados neste ano, nenhum havia sido imunizado.
O alerta é ainda mais enfático aos que trabalham ou moram perto de áreas de mata ou silvestres, já que a circulação atual do vírus se concentra nestas regiões, e não em centros urbanos.