Os dois casos suspeitos da varíola dos macacos em Santa Catarina foram descartados pela SES (Secretaria de Estado da Saúde) nesta segunda-feira (13). No país, o terceiro registro da doença foi anunciado neste domingo (12).
Anvisa sugere medidas para retardar a entrada do vírus da varíola dos macacos no Brasil – Foto: Reprodução/NDTratavam-se de uma mulher de 27 anos, moradora de Dionísio Cerqueira, no Oeste catarinense, e um homem de 28 anos de Blumenau, no Vale do Itajaí.
Ambos os casos tiveram amostras laboratoriais coletadas e encaminhadas ao Lacen (Laboratório Central de Saúde Pública) para exames para diagnóstico diferencial e encaminhamento ao laboratório de referência para o diagnóstico da doença, o IAL/SP (Instituto Adolfo Lutz).
SeguirO instituto identificou em ambos os casos a presença do vírus causador da varicela (catapora), descartando-se, assim, a suspeita inicial para Monkeypox (varíola dos macacos).
A SES ressaltou que, diante do caso suspeito, “foram adotadas imediatamente todas as medidas de vigilância, prevenção e controle por parte das Secretarias Municipais de Saúde” dos municípios.
Os casos também foram acompanhados pelas respectivas Gerências Regionais de Saúde e pelo Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde, seguindo os protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde. No momento, não há casos suspeitos da varíola dos macacos no Estado.
Brasil confirma três casos
O Ministério da Saúde confirmou na noite deste domingo (12) o terceiro caso importado de varíola dos macacos no Brasil. Trata-se de um homem de Porto Alegre (RS), de 51 anos, com histórico de viagem para Portugal e retorno ao Brasil na última sexta-feira (10).
Já o segundo caso foi confirmado em São Paulo no sábado (11). Um homem de 29 anos foi diagnosticado com o vírus e tem histórico recente de viagens a Portugal e à Espanha.
Antes de o paciente chegar ao país na quarta-feira (8), ele realizou o teste em um laboratório espanhol, que confirmou a infecção logo após o desembarque. O homem ficou isolado em sua casa, em Vinhedo, interior de São Paulo.
No Brasil, novas amostras foram coletadas para análise no laboratório do Instituto Adolfo Lutz, segundo informou em nota o Ministério da Saúde.
O primeiro registro também foi confirmado em São Paulo, este na Capital, na quinta-feira (9). O paciente de 49 anos também tem histórico de viagem para Portugal e Espanha. Ele está isolado e internado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, com boa evolução clínica.
Já o caso suspeito que estava sendo monitorado em Macaé (RJ), de um paciente de 43 anos não residente, mas que estava internado em isolamento em hospital particular da cidade desde a última quarta-feira (8) foi descartado nesta segunda (13).
Os laudos do Laboratório Molecular de Virologia da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e do Lacen, o laboratório da Secretaria Estadual de Saúde, deram negativo para infecção de varíola dos macacos e o resultado foi comunicado no site da Prefeitura pela Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde.
A nota também informa que o estado de saúde do paciente é estável e que ele passará por avaliação clínica nesta segunda (13) com a previsão de alta no mesmo dia. Sendo assim, não há casos confirmados da doença no Estado do Rio de Janeiro até esse momento.
*Com informações da Agência Brasil.