SC descarta um caso de gripe aviária e três seguem em investigação, no Oeste e no Sul

O governo do estado descartou o caso investigado em Ipumirim, no Oeste de SC, como sendo de gripe aviária; Cidasc intensifica ações de defesa sanitária animal

Foto de Gabriela Ferrarez

Gabriela Ferrarez Florianópolis

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Quatro casos suspeitos de gripe aviária em SCSC descarta caso de gripe aviária na cidade de Ipumirim, no Oeste de SC – Foto: Acervo Cidasc/Divulgação/ND

O governo do estado descartou um caso de gripe aviária que estava em investigação na cidade de Ipumirim, Oeste de Santa Catarina. As análises laboratoriais do Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária) deram negativas para a suspeita em aviário comercial da cidade.

Segundo o Ministério da Agricultura, seguem em investigação dois casos em Chapecó e Concórdia, no Oeste catarinense, e em Garopaba, no Sul de Santa Catarina.

Santa Catarina entrou em alerta após a confirmação do primeiro caso de gripe aviária no Brasil, em uma granja comercial no Rio Grande do Sul. A Cidasc (Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina) informou que intensificou as ações de defesa sanitária animal.

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Maioria de casos suspeitos de gripe aviária em SC é em galinhas

Os casos suspeitos de gripe aviária em Chapecó e Concórdia são de galinhas criadas para subsistência. Em Garopaba, a suspeita de gripe aviária é investigada em um pássaro silvestre, da espécie quero-quero.

Ao ND Mais, a Cidasc afirmou que as investigações ocorrem normalmente e que divulgará uma nova nota quando os resultados forem divulgados.

Os casos suspeitos de gripe aviária no Oeste ficam próximos a um foco investigado no Rio Grande do Sul, em Gaurama. Questionada, a Cidasc não explicou se há ligação entre os casos investigados no estado vizinho e em Santa Catarina.

Gripe aviária não é transmitida pelo consumo de carne e ovos

A Cidasc informou que intensificou as ações de defesa sanitária animal – Foto: Canva/Divulgação/ND – Foto: Canva/Divulgação/NDA Cidasc informou que intensificou as ações de defesa sanitária animal – Foto: Canva/Divulgação/ND – Foto: Canva/Divulgação/ND

No comunicado, o Mapa ressaltou que a doença não é transmitida para humanos por meio do consumo da carne de aves nem de ovos. “A população brasileira e mundial pode se manter tranquila em relação à segurança dos produtos inspecionados, não havendo qualquer restrição ao seu consumo.”

Ainda segundo o ministério, o risco de um humano ser infectado pela influenza aviária é baixo e, quando ocorre, afeta tratadores ou profissionais com contato intenso com aves infectadas (vivas ou mortas).

Medidas previstas no Plano Nacional de Contingência começaram a ser tomadas pelas autoridades para conter a doença, garantir a segurança alimentar e evitar qualquer impacto na produção.

Após o diagnóstico na granja do Rio Grande do Sul, o governo federal informou aos órgãos internacionais e parceiros comerciais do país sobre a ocorrência.