A SES (Secretaria do Estado de Santa Catarina) discute nesta sexta-feira (30) um plano de ação emergencial contra a hantavirose. A doença já matou pelo menos quatro pessoas no Estado, entre elas uma criança de 11 anos.
Quatro pessoas já morreram em Santa Catarina vítimas da doença – Foto: Unsplash/Divulgação/NDA pasta explicou que as ações são discutidas entre a Secretaria da Saúde com a Defesa Civil, Secretaria da Agricultura, Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural, Instituto do Meio Ambiente, Polícia Militar Ambiental, Secretaria de Educação e Agência de Desenvolvimento do Turismo de Santa Catarina.
As medidas geradas por meio dos encontros devem ser divulgadas na próxima semana, de acordo com a Secretaria de Saúde do Estado.
SeguirSegundo a SES, a doença possui maior incidência no período da “ratada”. O fenômeno acontece com a seca da taquara, uma árvore, que varia, dependendo da espécie de bambu, de um ano até cem anos. Com ela, os animais saem das tocas pelo aumento da oferta de alimentos. O fenômeno é cíclico e geralmente acontece em regiões rurais do Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
Casos em Santa Catarina
Em Santa Catarina, no ano de 2022, foram registrados oito casos confirmados nos municípios de Agronômica, Águas Frias, Caçador, Lontras, Mafra, Palhoça, Painel e Urubici. Dentre os casos confirmados, quatro pessoas morreram.
O caso que mais ganhou repercussão foi a morte de um menino de 11 anos. Ele contraiu a doença após ser mordido por um rato silvestre, em Urubici, na Serra catarinense.
Outras mortes foram registradas nos municípios de Caçador, no Meio-Oeste; Agronômica e Lontras, ambas no Alto Vale do Itajaí.
A doença
A infecção causa pela hantavirose se apresenta principalmente na forma de Síndrome Cardiopulmonar e, inicialmente, o primeiro sintoma é tosse seca, mas pode evoluir para febre, dor nas articulações, dores abdominais, náuseas, diarreias e vômitos. Nos casos mais graves, a pessoa pode ter dificuldade para respirar.
De acordo com a SES, a contaminação ocorre em sua maioria por inalação de aerossóis ou partículas de urina, fezes ou outra substância do roedor, podendo ocorrer também através da mordida. Não há vacina para a doença, por isso a preocupação da SES em criar um plano de ação. Não existe medicação específica para a doença, geralmente são tratados apenas os sintomas e os pacientes são monitorados pelas equipes de saúde.
Como prevenir?
A SES indica que as prevenções a serem tomadas envolvem medidas sanitárias de afastamento dos roedores, como manter recipientes de alimentos fechados, roçar o terreno em volta e retirar entulhos existentes próximos a casa.