Santa Catarina é o 5º Estado com menor número de mortes em 2020, o primeiro ano da pandemia de Covid-19, aponta um estudo da Fiocruz, divulgado nesta quinta-feira (20).
SC é o 5º Estado com menor número de mortes em 2020 – Foto: Leo Munhoz/NDSegundo os pesquisadores, a maior taxa de mortes no Estado está relacionada a mortes mal definidas, seguida por doenças infecciosas e parasitárias. O mesmo ocorreu em outras unidades da federação.
A dificuldade de definir a causa da morte “tem relação direta com a dificuldade na oportunidade de preenchimento das declarações de óbito e é possível que boa parte destas tenha relação direta com a Covid-19”, pontua o pesquisador da Fiocruz Raphael Guimarães, autor principal do artigo.
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Estudo mostra que SC foi quinto Estado a registrar o menor número de mortes em 2020 – Foto: Fiocruz/Divulgação/NDA análise estima que houve um aumento de 19% de mortes no país, ou seja, 190 mil óbitos a mais, considerando os anos entre 2015 e 2019. Foram registradas 1.556.824 mortes ao todo, o que representa uma taxa de SMR (razão de mortalidade padronizada) de 1,19. Já em Santa Catarina a taxa de SMR foi de cerca de 1,15, abaixo da média nacional.
Os dados foram coletados em maio deste ano, quando o Ministério da Saúde disponibilizou a versão final dos microdados do SIM (Sistema de Informação de Mortalidade).
Por outro lado, a pesquisa mostra que há grupos com número de óbitos abaixo do esperado. É o caso das doenças do aparelho respiratório (10% abaixo do esperado) e causas externas (4% abaixo do esperado). Isso possivelmente ocorreu devido à melhora do rastreamento clínico e ao distanciamento físico no início da pandemia, respectivamente.
“Algumas causas de morte têm relação com a desassistência provocada pela reorganização da rede assistencial, outras com a mudança nos padrões de interação social na população. Esse diagnóstico é importante porque indica a necessidade de os sistemas locais de saúde serem mais resilientes, para que possam sustentar serviços essenciais de saúde durante crises, incluindo sistemas de informação de saúde mais consistentes”, destaca Guimarães.
Além da avaliação geral para o país, a pesquisa identificou grande heterogeneidade entre as regiões. Os Estados com maiores razão de mortalidade padronizada estão concentrados na região Norte, enquanto os locais com menores estão concentrados nas regiões Sul e Sudeste.
O maior “excesso” de mortes foi detectado em Roraima e o menor no Rio Grande do Sul.