Santa Catarina investiga em torno de 10 casos de “flurona”, confirmou o secretário de Estado da Saúde, André Motta Ribeiro, em entrevista ao ND+ na tarde desta segunda-feira (3).
Combinação dos vírus da Covid-19 e influenza H3N2 é chamada de “Flurona” – Foto: NIAIDA “flurona” é uma dupla infecção da Covid-19 e pela influenza H3N2. “Estamos investigando. Os casos estão em andamento no Lacen (Laboratório Central de Saúde Pública), estamos validando os resultados preliminares para poder tornar isso público”, revela o chefe da pasta.
As cidades onde foram identificados os casos e o prazo para os resultados saírem não foram revelados. Flurona é uma designação definida a partir dos termos “flu” (gripe, em inglês) e “rona” (de coronavírus).
Seguir“É uma situação que nos preocupa, já temos casos da Ômicron sendo investigados e agora temos esse fato novo. Os sintomas são similares, precisamos ficar atentos e identificar as regiões de maior risco”, reforça Motta Ribeiro.
O secretário reforça que a população deve se vacinar contra o vírus Influeza e contra a Covid-19. “Vacinados correm risco menor de adoecer”, explica.
Primeiro caso detectado no mundo
O primeiro caso mundial de contágio simultâneo por ambos os vírus foi detectado em Israel, no dia 30 de dezembro de 2021. O Ministério da Saúde israelense confirmou o caso, que veio de uma mulher grávida não vacinada no país.
No Brasil, Rio de Janeiro e Ceará já registram casos de coinfecção por Covid-19 e influenza.
Pandemia em SC
Após três semanas, Santa Catarina voltou a ter regiões no nível alto (amarelo) para a Covid-19. As demais regiões seguem em nível moderado (azul). A atualização foi divulgada pela SES (Secretaria de Estado da Saúde) neste sábado (1º).
SC ainda vive momento pandêmico, reforça Motta Ribeiro – Foto: Freepik/ND“Estamos no meio de uma pandemia, é preciso reforçar que, apesar das pessoas estarem de férias, não é momento de relaxar, é preciso seguir os cuidados de higiene pessoal, como o distanciamento social e uso de máscara”, pontua o chefe da pasta.
Questionado se as festas de fim de ano preocupam para uma possível piora no cenário pandêmico no Estado, Motta Ribeiro admitiu que as próximas semanas serão decisivas.
“Sim, a situação preocupa [aglomerações em festas de fim de ano]. A cidade que se propôs a fazer o evento era responsável por fiscalizar. Percebemos que em alguns locais não houve o cumprimento de regras mínimas. A conta pode acabar chegando”, afirma.