SC investiga dois casos suspeitos de varíola dos macacos; veja o que se sabe

Investigação é realizada pelo Lacen (Laboratório Central de Santa Catarina); até o momento, são 37 casos registrados no país

Redação ND* Florianópolis

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Santa Catarina investiga dois casos suspeitos de varíola dos macacos. Tratam-se de dois homens, um de 42 anos que viajou à Europa, e um idoso de 60 anos, sem histórico de viagens. A Dive (Diretoria de Vigilância Epidemiológica) confirmou a informação nesta quinta-feira (30).

SC investiga dois casos de varíola dos macacos – Foto: Cynthia S. Goldsmith/CDC/AFPSC investiga dois casos de varíola dos macacos – Foto: Cynthia S. Goldsmith/CDC/AFP

O primeiro caso foi divulgado pela Dive na última segunda (27). Conforme o órgão, o homem não foi hospitalizado e segue em isolamento, sendo monitorado por equipes de saúde. A investigação é realizada pelo Lacen (Laboratório Central de Santa Catarina). A Dive, porém, não deu mais detalhes sobre os casos.

Até o momento, são 37 casos registrados da doença no país, segundo informações do Ministério da Saúde. São Paulo tem 28 casos confirmados, Rio Grande do Sul conta com dois registros.

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A Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro confirmou nesta quinta o sexto caso no Estado, um na Capital e um na cidade de Maricá, no Grande Rio.

Já Minas Gerais confirmou o seu primeiro caso, um homem de 33 anos, que esteve na Europa entre os dias 11 e 26 deste mês. Segundo a Secretaria de Saúde mineira, trata-se de um caso importado.

“O paciente está estável, em isolamento domiciliar. Os contactantes estão sendo monitorados e, até o momento, não houve identificação de caso secundário”, informa a nota.

Segundo o Ministério da Saúde, São Paulo tem 28 casos confirmados. Somando-se os dois registros do Rio Grande do Sul e os do Rio e de Minas, o Brasil chega a 37 casos.

Fiocruz conclui sequenciamento

A Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) informou que concluiu o sequenciamento genético da do vírus Monkeypox, que causa a varíola dos macacos, coletado de um paciente do Rio de Janeiro. Por meio de nota à imprensa, a instituição informou que se trata de um vírus do clado B.1 (grupo de organismos originados de um único ancestral comum exclusivo), o que mais circula atualmente.

De acordo com a Fiocruz, sua Rede Genômica fez uma análise metagenômica, com o uso da tecnologia Illumina. A amostra foi retirada de um paciente que foi atendido no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, no Rio.

“A técnica permite o detalhamento do DNA do patógeno, contribuindo para um melhor entendimento do atual surto – que já ultrapassa 4,7 mil casos pelo mundo, segundo dados reunidos pelos CDC/EUA (Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos)”, informa a nota.

*Com informações da Agência Brasil

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