SC não registra mortes em adultos abaixo de 40 imunizados contra Covid-19; veja por idade

Todas as mortes por Covid-19 de pessoas com menos de 40 anos em outubro foram de pessoas que não completaram o esquema vacinal

Kassia Salles Itajaí

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Em outubro deste ano, Santa Catarina não registrou nenhuma morte de pessoas com menos de 40 anos que estavam totalmente imunizados contra Covid-19. Foram 24 mortes de adultos nesta faixa etária, todos com o esquema vacinal incompleto – apenas uma ou nenhuma dose da vacina.

O Estado registrou 367 mortes por Covid-19 só em outubro. Deste número, 95% das mortes de idosos foram dos que não haviam recebido a dose de reforço da vacina.

Vacinação contra Covid-19 avança em Itajaí – Foto: Prefeitura de Itajaí/DivulgaçãoVacinação contra Covid-19 avança em Itajaí – Foto: Prefeitura de Itajaí/Divulgação

Os dados são da Dive/SC (Diretoria de Vigilância Sanitária de Santa Catarina). De todas as mortes, 24 foram de pessoas com menos de 40 anos. Deste número, 71% (17 pessoas) foram pessoas que não tomaram nenhuma dose da vacina, e os outros 29% (7 pessoas) foram de quem recebeu apenas uma dose.

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Já entre os adultos de 40 a 59 anos mortos por Covid-19 em outubro, 33, ou seja, 53% das 62 mortes, não haviam tomado nenhuma dose da vacina. Do total, 18 haviam tomado apenas uma dose e 11 haviam completado o esquema vacinal.

Tabela: mortes por Covid-19 por idade segundo situação vacinal – Foto: Dive-SC/Reprodução/NDTabela: mortes por Covid-19 por idade segundo situação vacinal – Foto: Dive-SC/Reprodução/ND

Já em relação aos idosos, ou seja, pessoas com mais de 60 anos, dos 281 óbitos registrados, 95% foram de pessoas que não receberam a dose de reforço.

Entre os idosos, 83 não haviam recebido nenhuma dose da vacina contra Covid-19, e 24 tomaram apenas uma dose, totalizando 107 (38%) mortos  com o esquema vacinal incompleto.

Segundo o infectologista Martoni Moura e Silva, completar o esquema vacinal e tomar a dose de reforço quando chegar a hora é essencial para que as mortes reduzam, mesmo que a vacina não garanta 100% de imunidade. “Todavia é algo próximo a isso”, afirma.

Para ele, enquanto ainda há pessoas sem vacina se infectando, “maior a chance de ocorrer óbitos mesmo vacinados. Pessoas com doença imunossupressora e idosos fazem parte do grupo de maior risco devido à fragilidade maior do seu sistema imunológico”, explica.

Para ele, além da vacina, que aumenta a proteção e “ajudou na redução dos óbitos e internações”, ainda não é o momento de relaxar, e o uso da máscara e outras medidas preventivas ainda são necessárias.

Dose de reforço para todos os adultos

Santa Catarina começa a aplicar a dose de reforço da vacina contra a Covid-19 em adultos acima de 18 anos no próximo sábado (20). A informação foi confirmada pela Dive/SC ao ND+ na tarde desta quarta-feira (17).

Não haverá calendário por idade para a aplicação do imunizante. O critério adotado de ordem de vacinação são pessoas que receberam a dose há mais de cinco meses e a preferência é de que seja feita com a Pfizer.

De acordo com o Ministério da Saúde, atualmente Santa Catarina tem 381.660 pessoas acima de 18 anos aptas a tomar a dose de reforço, considerando o intervalo proposto. A expectativa da pasta é que até maio de 2022, 3.904.590 pessoas estejam aptas no Estado.

Conforme a plataforma da SES (Secretaria de Estado da Saúde), Santa Catarina tem 4.658.420 pessoas que completaram o ciclo vacinal até a tarde desta quarta-feira.

Número de pessoas vacinadas em Santa Catarina – Foto: Reprodução/SESNúmero de pessoas vacinadas em Santa Catarina – Foto: Reprodução/SES

Como irá funcionar?

Segundo a Dive, cada cidade deve organizar ações de vacinação próprias. Até a próxima sexta-feira (19), as prefeituras devem solicitar à Dive a reposição de imunizante em estoque para poder aplicar as vacinas no público alvo da campanha.

De acordo com o Ministério da Saúde, a intenção da aplicação da medida é evitar uma possível nova onda da Covid-19 no Brasil, como a que vem acontecendo na Europa nos últimos dias.

A liberação da nova dose, segundo a pasta, é baseada em pesquisas científicas que apontam uma queda na resposta do imunizante, principalmente a partir do quinto mês após o indivíduo completar o ciclo vacinal – duas doses ou dose única.

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