Segundo dados do Ministério da Saúde, o câncer de intestino é o terceiro tumor mais comum entre os brasileiros e pode afetar 2.470 pessoas neste ano, em Santa Catarina. Deste número, 230 devem ser diagnosticados em Florianópolis.
De acordo com dados do INCA – Instituto Nacional do Câncer – são esperados mais de 17 mil novos diagnósticos da doença neste ano de 2023. – Foto: Freepik/reprodução/NDPara alertar, prevenir e conscientizar sobre a doença que vitimou recentemente um dos grandes ídolos do futebol, Pelé, é celebrado em março o “Mês Azul Marinho”.
A campanha, promovida pela Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva, Sociedade Brasileira de Coloproctologia e a Federação Brasileira de Gastroenterologia, tem como tema “Saúde é prevenção. Cuide de você̂, evite o câncer de intestino”.
SeguirO médico gastroenterologista Nelson Cathcart Jr, explica que considerando as condições étnicas no Brasil, o exame de prevenção, que é a colonoscopia, deve ser realizado entre os 45-50 anos em ambos os sexos.
“Esse exame pode ser realizado mesmo sem que a pessoa tenha sintomas. Afinal, durante a realização é possível verificar se há presença ou não de pequenos pólipos (que podem evoluir para um futuro câncer). E caso algum seja encontrado, ele pode ser removido durante a colonoscopia”, destaca o médico.
Santa Catarina
Um levantamento do CEPON (Centro de Pesquisas Oncológicas), mostra que os números de diagnósticos de câncer colorretal tiveram uma leve redução no Estado.
Em 2016, foram registrados 387 casos, em 2017, 359 e no ano seguinte, subiu para 393. Já em 2019, foram 246, mostrando uma redução nos casos diagnosticados e em 2020, ano que iniciou a pandemia, foram 174 casos.
Mais comum entre as mulheres
Conforme dados do INCA (Instituto Nacional do Câncer), o Brasil deve registrar cerca de novo 45.630 novos casos do tumor maligno, que se desenvolve no intestino grosso, ou seja, no cólon ou na porção final, o reto, em cada ano do triênio de 2023 a 2025.
A estimativa é de 21,10 casos por 100 mil habitantes, sendo 21.970 casos entre os homens e 23.660 casos entre as mulheres.
As maiores taxas de incidência são observadas na Região Sudeste e no Centro-Oeste. A Região Sul ocupa a terceira colocação, sendo em média 26,89 casos por 100 mil habitantes.
Prevenção
O médico ressalta que sedentarismo, obesidade, consumo regular de álcool e tabaco, bem como o baixo consumo de fibras, frutas, vegetais e carnes magras são alguns dos principais fatores de risco para o câncer de intestino.
Por isso, além da prática de atividades físicas, que ajudam a manter o controle do peso, evitar o consumo de carne vermelha, de cigarro, de bebidas alcoólicas e comer bastante fibras ajudam na prevenção da doença.
Outro ponto importante quando se fala em prevenção e diagnóstico precoce é a realização de exames preventivos. Há uma indicação, segundo o gastroenterologista, que isso seja feito depois dos 40 anos, na faixa dos 45-50 anos, no entanto, caso a pessoa tenha alguma doença específica, como doenças inflamatórias intestinais ou casos de câncer na família, esse exame deve ser feito antes.
“Quando os pacientes são diagnosticados em fases iniciais da doença, existe a possibilidade de mais de 95% de cura”, reforça o médico Nelson Cathcart Jr.
Os tratamentos da doença variam de acordo com o estágio da doença, em muitos casos pode ser resolvido já na colonoscopia, em outros é preciso fazer cirurgia e tratamento com radioterapia e quimioterapia.