SC promete força-tarefa para zerar fila de espera das cirurgias eletivas

As cirurgias eletivas estavam suspensas de fevereiro até maio deste ano por causa da pandemia do coronavírus. Estado tem 103 mil pedidos de cirurgias eletivas na fila

Redação ND Florianópolis

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Uma força-tarefa de cirurgias eletivas está acontecendo em Santa Catarina para zerar a fila de procedimentos em espera. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, o objetivo é que os pacientes que estão na fila atualmente recebam o procedimento nos próximos 12 meses.

A espera por este tipo de atendimento aumentou durante a pandemia e, atualmente, o Estado tem 103 mil cirurgias eletivas de diferentes especialidades na fila.

Estado quer fazer de 10 a 12 mil cirurgias eletivas por mês, para que a fila atual seja zerada dentro de um ano – Foto: Maurício Vieira/ Secom/ Divulgação/ NDEstado quer fazer de 10 a 12 mil cirurgias eletivas por mês, para que a fila atual seja zerada dentro de um ano – Foto: Maurício Vieira/ Secom/ Divulgação/ ND

A Secretaria de Saúde informou ao ND+ que o objetivo é ofertar de 10 mil a 12 mil procedimentos por mês, até que a fila de espera atual seja zerada. Desde maio, a oferta de cirurgia eletiva teve acréscimo de 19% no Estado.

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Isto significa que, se cumprir a média de 10 mil procedimentos mensais, seriam necessários, em tese, pouco mais de 10 meses para zerar a fila atual.

No início do ano, os procedimentos foram suspensos, através da portaria nº 168 da SES. A medida estava em  vigor de fevereiro até maio deste ano, por causa da pandemia do coronavírus. Em um comparativo, o secretário André Motta Ribeiro destaca que antes da pandemia eram cerca de 40 mil pessoas esperando.

“Vamos assumir esse desafio e, caso o cenário permita, diminuir consideravelmente essa fila em seis meses. Para isso, precisamos nos reorganizar, ofertar mais e custear melhor. E é exatamente isso que projetamos”, destacou Ribeiro.

Em maio, as Unidades Hospitalares foram autorizadas a reiniciar o agendamento e realizar cirurgias eletivas de média e alta complexidade. Cirurgias de urgência, emergência e tempo sensíveis continuaram sendo realizadas mesmo durante a pandemia.

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