Santa Catarina recebe 162.630 doses da vacina contra Covid-19 da Pfizer na manhã desta segunda-feira (13). Mesmo assim, o repasse das vacinas da Astrazeneca segue sem uma previsão para o Estado, segundo a Dive/SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica).
Novas doses da Pfizer são esperadas na manhã desta segunda-feira (13) em Florianópolis – Foto: MauricioVieira SECOM-SC/NDO desembarque dos imunizantes está confirmado às 10h25, no Aeroporto Internacional Hercílio Luz, em Florianópolis. As vacinas estão destinadas à primeira aplicação.
Já a última remessa de Astrazeneca foi recebida no dia 2 de setembro, com 69 mil doses. Após duas semanas de interrupção de distribuição do imunizante, a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) afirma que a próxima entrega está programada para esta semana. Ainda nesta segunda, o número de doses disponibilizado será divulgado.
SeguirA pausa ocorreu devido a um atraso na entrega do IFA (Ingrediente Farmacêutico Ativo), componente usado para fabricar o imunizante. O composto, importado da China, chegou no final de agosto ao país. O processo de produção da vacina leva cerca de três semanas.
No dia 2 de setembro, havia 6,1 milhões de doses na etapa de controle de qualidade e o restante em produção, conforme a fundação.
Intercambialidade de vacinas
A intercambialidade de vacinas, ou seja, o uso de duas vacinas diferentes contra a Covid-19 é uma prática que passou a ser considerada no Brasil.
O Ministério da Saúde divulgou uma nota técnica na qual afirma não recomendar a intercambialidade de vacinas, porém, há casos de exceção, como gestantes ou pessoas no puérpero que tomaram a Astrazeneca e devem completar o esquema vacinal com outro imunizante, preferencialmente com a Pfizer.
Em São Paulo, a Secretaria de Saúde anunciou na sexta-feira (10) que, a partir desta semana, quem estiver com a segunda dose da vacina Astrazeneca atrasada poderá se vacinar com Pfizer.
Segundo a Dive/SC, a prática ainda não é necessária no Estado. Há doses disponíveis para completar o esquema vacinal com a Astrazeneca até 23 de setembro.
A Fiocruz diz que, embora existam dados importantes sobre o uso de vacinas diferentes, não há informações sobre a duração da resposta imune com o uso de dois imunizantes distintos.