A Dive/SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina) divulgou nesta terça-feira (8) a lista das cidades com pessoas confirmadas com a varíola dos macacos. De acordo com os dados, são 345 casos confirmados em Santa Catarina.
Dos confirmados, 22 pessoas a mais foram diagnosticadas nas últimas duas semanas. A média é de 1,5 casos por dia no Estado.
Santa Catarina tem média diária de 1,5 casos confirmados de varíola dos macacos nas últimas duas semanas – Foto: CDC/Reprodução/NDConfira a lista de cidades e número de casos confirmados:
- Florianópolis – 133 casos confirmados
- Balneário Camboriú – 49 casos confirmados
- Joinville – 28 casos confirmados
- Blumenau – 22 casos confirmados
- Itajaí – 20 casos confirmados
- São José – 19 casos confirmados
- Palhoça – 18 casos confirmados
- Camboriú – 8 casos confirmados
- Brusque – 6 casos confirmados
- Itapema – 6 casos confirmados
- Biguaçu – 5 casos confirmados
- Chapecó – 4 casos confirmados
- Gaspar – 3 casos confirmados
- Jaraguá do Sul – 3 casos confirmados
- São João Batista – 3 casos confirmados
- Indaial – 2 casos confirmados
- Navegantes – 2 casos confirmados
- Tijucas – 2 casos confirmados
- Abelardo Luz – 1 caso confirmado
- Balneário Piçarras – 1 caso confirmado
- Barra Velha – 1 caso confirmado
- Bombinhas – 1 caso confirmado
- Ilhota – 1 caso confirmado
- Lages – 1 caso confirmado
- Leoberto Leal – 1 caso confirmado
- Paulo Lopes – 1 caso confirmado
- Porto Belo – 1 caso confirmado
- Riqueza – 1 caso confirmado
- São Bento do Sul – 1 caso confirmado
- Águas Mornas – 1 caso confirmado
Rio de Janeiro registra duas mortes
De acordo com a Agência Brasil, o estado do Rio de Janeiro registrou mais duas mortes por varíola de macacos. A SES/RJ (Secretaria de Estado de Saúde), divulgou que subiu para cinco o número de pessoas que morreram pela doença.
SeguirConforme a secretaria, um dos pacientes é um homem de 46 anos de idade, que morava em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. A morte foi notificada no dia 31 de outubro.
“O paciente era imunossuprimido e apresentou lesões cutâneas em forma grave”, informou.
A outra notificação ocorreu no mesmo dia. O paciente, de 27 anos, morava em São Pedro da Aldeia, na região dos Lagos, mas o registro foi na capital do estado. A data de início dos sintomas foi em 21 de outubro.
“Ele estava internado para tratamento e possuía comorbidade”, informou a secretaria.
Senado pede esclarecimentos
O site do Senado Brasileiro publicou nesta terça-feira (8) que o Ministério da Saúde deve prestar informações ao Senado sobre as providências para impedir o avanço da varíola dos macacos no Brasil. Um requerimento com esse objetivo foi apresentado pelo senador Jader Barbalho (MDB-PA) e aprovado pela Mesa do Senado nesta terça-feira (8).
O parlamentar quer saber se há previsão de campanha nacional de conscientização sobre os riscos de contágio, calendário de vacinação e de divulgação de informações sobre a cura da doença.
“Com o avanço da doença, pouca atitude tem sido tomada pelo Ministério da Saúde e nós, senadores, representantes dos estados brasileiros, também temos o dever cívico e moral de cobrar respostas e atitudes do ministro Marcelo Queiroga, para evitar que essa doença se torne outra calamidade de saúde pública para o país”, afirma o senador.
Senado quer saber quando governo federal pretende vacinar brasileiros contra a varíola dos macacos – Foto: Ricardo Wolffenbüttel/Secom/NDVírus está mais forte
Um grupo de cientistas da Universidade do Missouri-Columbia, nos Estados Unidos, descobriu recentemente que o vírus monkeypox, causador da varíola do macaco, está “mais forte e inteligente”, com uma capacidade maior de evadir-se de tratamentos com medicamentos e da resposta imune gerada pelas vacinas disponíveis. Os resultados do trabalho foram publicados no periódico científico Journal of Autoimmunity.
De acordo com o portal R7, o aumento na força do vírus se deve, segundo os autores do trabalho, a mutações específicas no vírus que contribuem para uma infecciosidade contínua.
A equipe, conduzida pelo pesquisador Kamlendra Singh, da Escola de Medicina Veterinária da Universidade do Missouri, analisou o DNA de mais de 200 sequências do vírus monkeypox coletadas ao longo de décadas, desde 1965, quando ele começou a se espalhar entre humanos.
Segundo ele, ficou demonstrado que “o vírus está ficando mais inteligente, é capaz de evitar ser alvo de drogas ou anticorpos da resposta imune do nosso corpo e continuar se espalhando para mais pessoas”.