Entre o início do ano e 31 de julho, foram identificados em Santa Catarina 45.183 focos do mosquito Aedes aegypti em 218 municípios. As informações foram divulgadas pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica(DIVE-SC) nesta sexta-feira (6), em mais um boletim sobre a situação epidemiológica de dengue, febre de chikungunya e zika vírus.
Para efeitos comparativos, no mesmo período de 2020 foram identificados 24.597 focos em 187 municípios. Assim, os números de 2021 representam um aumento de 83,7% no número de focos detectados. Atualmente, 115 municípios são considerados infestados pelo Aedes aegypti.
Dengue já causou seis mortes em Santa Catarina, em 2021 – Foto: Pixabay/NDSegundo o diretor de Vigilância Epidemiológica de SC, João Augusto Brancher Fuck, a situação é preocupante. “A rede de Saúde já está estressada por conta da pandemia de Covid-19. Com mais casos (de dengue no Estado), temos o risco das pessoas evoluírem para óbito, justamente por essa pressão no Sistema de Saúde, que pode não dar conta de todos os atendimentos”, disse.
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Entre 3 de janeiro e 31 de julho 2021, foram notificados 31.123 casos de dengue em Santa Catarina. Desses, 19.040 (61%) foram confirmados, 601 (2%) inconclusivos, 10.601 (34%) foram descartados por apresentarem resultado negativo para dengue e 881 (3%) estão sob investigação pelos municípios. Até agora, foram seis óbitos pela doença.
Na comparação com o mesmo período de 2020, quando foram notificados 20.826 casos, observa-se um aumento de 49% nas notificações em 2021.
Quatro municípios foram classificados como “situação de epidemia”. Joinville apresenta o maior número de casos autóctones (transmissão dentro do Estado), com 16.408 (2.745,4 casos por 100 mil/hab). Navegantes também teve epidemia de dengue com 664 casos autóctones (815,0 casos por 100 mil/hab), assim como o município de Camboriú com 300 casos (361,5 casos por 100 mil/hab) e o município de Santa Helena, com 48 casos (2.181,8 casos por 100 mil/hab).
A caracterização de epidemia ocorre pela relação entre o número de casos confirmados e de habitantes. A Organização Mundial da Saúde (OMS) define o nível de transmissão epidêmico quando a taxa de incidência é maior de 300 casos de dengue por 100 mil habitantes.
“Nos preocupa chegar à situação de epidemia, porque são mais pessoas doentes procurando atendimento. Temos que reforçar as medidas de prevenção, entender que o mosquito está se disseminado no Estado. Por isso, é fundamental a participação de toda a sociedade para combater os focos”, afirma o diretor de Vigilância Epidemiológica de SC.
Febre de chikungunya
Entre 3 de janeiro e 31 de julho 2021, foram notificados 408 casos de febre de chikungunya em Santa Catarina. Desses, 20 (5%) foram confirmados, 270 (66%) foram descartados e 118 (29%) permanecem como suspeitos.
Em comparação com o mesmo período de 2020, quando foram notificados 530 casos de febre de chikungunya, observa-se uma redução de 23% na notificação em 2021.
Zika vírus
Entre 3 de janeiro e 31 de julho 2021, foram notificados 102 casos de zika vírus em Santa Catarina. Desses, 15 estão inconclusivos, 71 foram descartados e 16 permanecem como suspeitos.
Em comparação com o mesmo período de 2020, quando foram notificados 190 casos, observa-se uma diminuição de 46% na notificação de casos em 2021.