Com a aproximação do período sazonal da febre amarela- aquele com maior incidência-profissionais da saúde começam a preparação para o controle. O Ministério da Saúde vai promover entre esta terça (5) e sexta-feira (8) oficinas para discutir as questões de controle da febre amarela.
Técnicos de saúde da região Sul, Sudeste e Centro-Oeste vão se reunir em Florianópolis para capacitação sobre questões ligadas à doença.
Equipes de saúde se preparam para o combate à febre amarela – Foto: Agência Brasil/ DivulgaçãoAs ações de controle começam a ser intensificadas em Santa Catarina, com incentivos para a vacinação e treinamentos. O período de maior incidência da doença acontece entre os meses de dezembro e maio.
SeguirAlém da cobertura vacinal, questões climáticas e ambientais estão ligadas ao aumento do número de casos durante o período sazonal.
“As altas temperaturas, períodos de chuva e alta densidade de vetores [mosquitos] são propícios para ocorrências de surtos”, explica a bióloga e coordenadora do Programa de Vigilância da Febre Amarela em Santa Catarina, Renata Gatti.
Baixa cobertura vacinal
A cobertura vacinal contra a febre amarela em Santa Catarina está abaixo do recomendado pelo Ministério da Saúde.
Com 79,52% do público-alvo vacinado, o ideal é que 95% aplique o imunizante. A vacinação é a melhor maneira de prevenir a doença.
“Todos os moradores de Santa Catarina a partir dos nove meses de idade devem receber a dose da vacina, que está disponível gratuitamente nos postos de saúde”, destaca a gerente de imunização da Dive/SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica), Arieli Schiessl Fialho.
O Estado registrou oito casos de febre amarela em 2021. Entre eles, três evoluíram para morte nos municípios de Águas Mornas, Blumenau e São Bonifácio.
Sintomas
Considerada uma doença grave, a febre amarela evolui rapidamente quando não é diagnosticada e tratada imediatamente.
Os sintomas são: febre, calafrios, náuseas, vômitos, fraqueza, cansaço, dores na cabeça, costas, corpo e abdômen. Pele amarelada indica gravidade.