SC tem 166 casos de esporotricose em animais e 26 em humanos; país monitora a doença

Transmitida por gatos, a esporotricose é considerada pelo Ministério da Saúde como um grave problema de saúde com avanço de casos no país; SC registra poucos casos, mas mantém vigilância

Daniela Ceccon Florianópolis

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Desde o início do ano, Santa Catarina registrou 166 casos de esporotricose em animais e 26 em humanos. Os dados foram levantados pela DIVE (Diretoria de Vigilância Epidemiológica) a pedido do ND Mais, e evidenciam a presença da doença no estado.

Transmitida por gatos e podendo causar lesões na pele, esse tipo de micose é tratada pelo Ministério da Saúde como um “grave problema” após avanço do número de casos em estados como o Rio de Janeiro, que registrou 1.517 casos em humanos em 2022 (uma morte) e 760 em 2023.

Esporotricose é uma doença transmitida pelos gatos e causada por um fungo, que pode levar a lesões na pele - Foto: Unsplash/Divulgação/NDEsporotricose é uma doença transmitida pelos gatos e causada por um fungo, que pode levar a lesões na pele – Foto: Unsplash/Divulgação/ND

Outros estados que também registraram um alto número de casos, de acordo com o levantamento realizado pelo portal UOL, são Minas Gerais, com 517 registros em 2023, e Paraíba, com 431 casos e uma morte.

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Situação em SC

De acordo com a DIVE, 11 municípios catarinenses registraram casos de esporotricose em humanos em 2023. Apenas em Itajaí, foram 8 pessoas infectadas.

  • Araranguá 1
  • Balneário Camboriú 1
  • Chapecó 1
  • Curitibanos 3
  • Erval Velho 2
  • Itajaí 8
  • Jaraguá do Sul 1
  • Joinville 6
  • Rio Rufino 1
  • São Joaquim 1
  • Sombrio 1

Já com relação a casos em animais, foram 166 registros confirmados, com destaque para Itajaí (44) Joinville (38) e Urubici (16). Mas o número pode ser subnotificado, já que “a esporotricose não é uma doença de notificação compulsória”, destacou a DIVE.

O que é a esporotricose

Causada pelo fungo Sporothrix brasiliensis, a doença avança em alguns estados do Brasil e virou até tema de um alerta emitido pela Sociedade Brasileira de Infectologia, que trata a condição como uma zoonose.

A esporotricose é uma micose transmitida entre gatos e, deles, para cães e até seres humanos através de mordidas, arranhões e do contato com as lesões dos infectados. O fungo pode estar presente nas garras, na saliva e no sangue dos gatos.

Nos felinos, ela se manifesta com feridas na pele que não cicatrizam, e podem ter bastante crosta. A orientação aos tutores é levar o pet ao veterinário nos primeiros sinais.

“Em seres humanos a esporotricose é benigna, mas pessoas imunodeprimidas merecem atenção, porque nelas há a possibilidade de evolução para formas graves. É o caso de pacientes com HIV e câncer e idosos com o sistema imune comprometido, por exemplo”, orientou ao UOL a infectologista do Hospital Osvaldo Cruz, Helena Lemos Petta.

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