Um estudo da Amib (Associação de Medicina Intensiva Brasileira) apontou que Santa Catarina tem 431 médicos de UTI, cerca de 5,66 intensivistas por 100 mil habitantes, o menor índice entre os três estados do Sul.
Número de médicos de UTI em Santa Catarina ficou abaixo da média nacional – Foto: Reprodução/NDO estado também apresentou um aumento de 79,12% no número de leitos de UTI entre 2014 e 2024. Em 2014, o SC contava com 1.188 leitos, número que saltou para 2.128 em 2024.
No entanto, a densidade é de 27,96 leitos por 100 mil habitantes, abaixo da média da região Sul, de 32,11. Paraná e Rio Grande do Sul possuem índices de 34,96 e 32,02, respectivamente.
SeguirConforme a pesquisa da Amib, na região Sul há 9.612 leitos – 6.036 do SUS (Sistema Único de Saúde) e 3.576 do SSS (Sistema Suplementar de Saúde). O percentual de leitos por médicos intensivistas em 2024 no estado é de 4,94.
Número de leitos em Santa Catarina atualmente
- 1.265 Unidades de Tratamentos Intensivos (UTI) adulto
- 19 Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) adulto
- 235 UTIs pediátricas
- 10 UCIs pediátricas
- 384 UTIs neonatal
- 184 UCIs neonatal
- 8 UTIs queimados
- 23 UTIs coronarianas
Estado possui 431 médicos intensivistas, o menor número da região SulSecretaria de Estado da Saúde aponta crescimento no número de leitos e médicos de UTI desde 2023
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) informou que Santa Catarina incorporou mais leitos desde 2023 do que qualquer outro estado. Em nota, destacou a abertura planejada de 40 novos leitos, incluindo neonatal e adulto, em regiões como Itajaí, Itapema e Chapecó.
A SES ressalta que os números do estudo não refletem totalmente a realidade, por não considerarem a distribuição de leitos por região de saúde. “O estudo não analisa a distribuição de leitos de UTI por região de saúde, prejudicando a análise adequada”, pontua a nota.
Número de leitos de UTI aumentaram 79,12% em 10 anos – Foto: Amib/Reprodução/NDA secretaria destaca também que o estudo “não entra no detalhamento da distribuição de leitos neonatais e possui avaliação superficial da saúde suplementar em relação ao detalhamento de leitos e distribuição dos mesmos nos territórios da UF” e que “os resultados podem não refletir adequadamente a realidade do território e da assistência à saúde”, completa.
Apesar dos avanços, o estudo reafirma a importância de alcançar a relação ideal de 1 a 3 leitos para cada 10 mil habitantes, conforme recomendação da OMS. Santa Catarina continua ampliando a capacidade de atendimento intensivo, mas enfrenta desafios para equilibrar eficiência e acessibilidade no sistema de saúde.