Santa Catarina registrou novos casos de varíola dos macacos. O número de diagnósticos positivos da doença subiu para 59, conforme divulgado na tarde deste sábado (20), pela Dive (Diretoria de Vigilância Epidemiológica).
Tempo de isolamento para varíola dos macacos pode chegar a quase um mês – Foto: SESDF/Reprodução/NDDe acordo com o relatório, já houve 362 notificações da doença no Estado. Desse total, a maioria se encontra em investigação, sendo 195 casos suspeitos. Outros 108 já foram descartados.
Procurado pela reportagem do ND+, a Dive não informou quais municípios registraram os novos casos. De acordo com o órgão, devido ao aumento do número de confirmados, um boletim completo – com dados por municípios – será divulgado na próxima terça-feira (23).
SeguirCasos recentes
Na última sexta-feira (19), Chapecó – no Oeste catarinense- registrou o primeiro caso do município. Também era uma das confirmações mais recentes registradas no Estado. Na ocasião Santa Catarina totalizava 44 pacientes confirmados.
O paciente é um homem de 42 anos, que após retornar do litoral começou a apresentar a sintomas da doença. Ele chegou a ser internado no hospital, mas já recebeu alta e passa bem.
Escola fechada no Norte
Na última quinta-feira (18), uma escola foi fechada, após uma criança de 5 anos ter suspeita de contaminação de varíola dos macacos . O caso aconteceu em Garuva, no Norte catarinense, e levou a prefeitura a suspender as aulas.
A menina de cinco anos teve erupções na pele e dores nas pernas. Está em isolamento e a família aguarda o resultado dos exames.
Brasil: 3º com mais casos no mundo
Após ultrapassar a Alemanha, o Brasil passou a ser o terceiro país do mundo com mais pessoas infectadas, segundos dados divulgados pelo Ministério da Saúde na última quarta-feira (17). Na ocasião o país contabilizava 3.359 casos positivos.
No topo do ranking mundial, em número de casos, estavam Estados Unidos, com 13.517 diagnósticos, e a Espanha, com 5.968 casos.
Vacinação
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse, neste sábado (20), que nenhum país do mundo tem, até o momento, um planejamento para campanha de vacinação em massa contra a doença. Além disso, acrescentou que não há imunizantes suficientes para atender a demanda mundial.
Contudo, reforçou que o Brasil deve receber 50 mil doses, de 100 mil que serão destinadas à América Latina pela Opas (Organização Pan-americana de Saúde). O imunizante deve ser usado para imunizar profissionais brasileiros que lidam com materiais contaminados de pessoas que necessitam fazer exames.