A nova matriz de risco potencial para a Covid-19 foi divulgada na tarde deste sábado (26) e aponta que apenas uma região está classificada no nível Alto (amarelo).
Região da Grande Florianópolis está classificada no menor nível – Foto: Anderson Coelho/Arquivo/NDEm comparação ao relatório divulgado na semana anterior, houve apenas uma mudança a partir da melhora dos indicadores da região do Vale do Itapocu, que estava classificada no nível Alto (amarelo) e passou a ser classificada no nível Moderado (azul).
Veja como está o mapa:
Novo mapa de risco potencial divulgado neste sábado – Foto: SES/Divulgação/NDA dimensão Gravidade expressa os diferentes níveis de gravidade da pandemia no atual momento em cada uma das Regiões. É composta por dois indicadores: o número de óbitos de Covid-19 acumulados nos últimos sete7 dias por 100 mil habitantes e a Tendência de curto prazo (três semanas) para ocorrência de novos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave.
SeguirNesta dimensão, três regiões foram classificadas no nível Moderado (azul): Carbonífera, Grande Florianópolis e Nordeste. Um total de 11 regiões foram classificadas no nível Alto (amarelo): Alto Uruguai Catarinense, Alto Vale do Itajaí, Alto Vale do Rio do Peixe, Extremo Oeste, Extremo Sul Catarinense, Foz do Rio Itajaí, Laguna, Médio Vale do Itajaí, Meio Oeste, Oeste e Vale do Itapocu.
Além disso, outras três regiões foram classificadas no nível Grave (laranja): Planalto Norte, Serra Catarinense e Xanxerê.
A dimensão Transmissibilidade busca medir o nível de disseminação da Covid-19 população, de acordo com as Regiões de Saúde.
É composta por dois indicadores, o número de casos ativos (infectantes) por 100 mil habitantes e o número de reprodução efetivo da infecção (Rt).
Neste quesito 12 regiões foram classificadas como nível Moderado (azul): Alto Uruguai Catarinense, Alto Vale do Rio do Peixe, Extremo Oeste, Foz do Rio Itajaí, Grande Florianópolis, Laguna, Médio Vale do Itajaí, Meio Oeste, Oeste, Planalto Norte, Serra Catarinense e Xanxerê.
Outras cinco regiões foram classificadas no nível de Alto (amarelo), Alto Vale do Itajaí, Carbonífera, Extremo Sul Catarinense, Nordeste e Vale do Itapocu.
A dimensão Proteção Específica busca expressar o impacto de ações voltadas para redução da ocorrência de formas graves da Covid-19 na população em geral e em grupos mais vulneráveis, substituindo a dimensão Monitoramento.
Ela é composta pelos indicadores de cobertura vacinal do esquema primário de vacinação contra a Covid-19 na população geral (duas doses ou dose única) e da cobertura da dose de reforço na população com 60 anos ou mais de idade.
Nesta dimensão, não houve mudanças em relação ao relatório da semana anterior, permanecendo seis regiões no nível Moderado (azul): Alto Uruguai Catarinense, Extremo Oeste, Meio Oeste, Oeste, Serra Catarinense e Xanxerê.
Outras 11 regiões estão no nível Alto (amarelo), Alto Vale do Itajaí, Alto Vale do Rio do Peixe, Carbonífera, Extremo Sul Catarinense, Foz do Rio Itajaí, Grande Florianópolis, Laguna, Médio Vale do Itajaí, Nordeste, Planalto Norte e Vale do Itapocu.
Por fim, a dimensão Capacidade de Atenção expressa o grau de comprometimento da rede de atenção de alta complexidade para prestar atendimento a pacientes com quadros graves de Covid-19.
É composta pelo indicador de taxa de ocupação de leitos de UTI Adulto para tratamento de Covid-19 em relação ao total de leitos disponíveis no Estado.
Nesta dimensão, não houve mudança em relação ao relatório da semana anterior, permanecendo as mesmas 15 regiões no nível Moderado (azul), com taxas de ocupação de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) Covid-19 adulto abaixo de 20%, Alto Uruguai Catarinense, Alto Vale do Itajaí, Alto Vale do Rio do Peixe, Carbonífera, Extremo Oeste, Extremo Sul Catarinense, Foz do Rio Itajaí, Grande Florianópolis, Laguna, Médio Vale do Itajaí, Meio Oeste, Oeste, Planalto Norte, Serra Catarinense e Xanxerê, e outras 2 regiões no nível Alto (amarelo), com taxas de ocupação de leitos de UTI Covid-19 adulto entre 20 e 40%, Nordeste e Vale do Itapocu.
SC terá novo mapa de risco
A SES (Secretaria de Saúde de Santa Catarina) apresentará na próxima semana um modelo de mapa de risco para Covid-19. A nova matriz será municipalizada, especificando a situação epidemiológica nas cidades catarinenses e permitindo a elaboração de alertas locais, segundo a pasta.
Os dados serão coletados junto aos gestores municipais de saúde, depois compilados pela Dive/SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica). A princípio, seriam considerados o número de casos, hospitalização e ocupação das UTIs (Unidades de Terapia Intensiva).
A partir deste diagnóstico, as cidades receberiam orientações conforme a classificação. “O caráter vai ser dentro da lógica de proteção, para que o cidadão possa se precaver com cuidados básicos”, explica o superintendente de vigilância em Saúde, Eduardo Macário.