SC tem baixo risco para dengue em novembro, mas recipientes com água parada aumentam 158%

Levantamento diz que 84,8% das cidades foram classificadas na condição de baixo risco para transmissão da doença

Redação ND Florianópolis

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A maioria dos municípios de Santa Catarina tem baixo risco para dengue, conforme o último boletim da Dive/SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica), com dados coletados em novembro. Mesmo assim, o número de recipientes com água parada aumentou 158%.

Recipientes com água parada aumentam em Santa Catarina – Foto: Divulgação/Prefeitura de Gaspar/NDRecipientes com água parada aumentam em Santa Catarina – Foto: Divulgação/Prefeitura de Gaspar/ND

O LIRAa (Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti) foi realizado pelos municípios considerados infestados pelo Aedes aegypti. O procedimento permite a identificação de áreas com maior proporção ou ocorrência de focos, bem como dos criadouros predominantes, indicando o risco de transmissão de dengue, chikungunya e Zika.

A atividade é realizada por meio da visita a um determinado número de imóveis do município, onde ocorre a coleta de larvas para definir o IIP (Índice de Infestação Predial).

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Conforme definido na Estratégia Operacional de Santa Catarina, os municípios infestados devem realizar a atividade nos meses de março e novembro.

O levantamento diz que 84,8% foram classificados na condição de baixo risco para transmissão da doença. Já 15,2% das cidades foram classificados com nível médio, sendo que no ano passado a maioria dos municípios estavam enquadrados nessa classificação (46,6%).

A Dive ressalta que nenhum município que realizou a atividade foi classificado como alto risco de transmissão na atividade de novembro de 2022. Os detalhes dos municípios podem ser acessados neste boletim.

Casos de dengue no Brasil aumentam 172%

O Distrito Federal contabiliza mais de 67,2 mil casos de dengue desde o início do ano. Essa quantidade é quase cinco vezes a que foi registrada no mesmo período do ano passado. Os casos graves saltaram de 15 para 61 e as mortes por dengue chegaram a 11 este ano e eram 10 até o começo de dezembro de 2021. Com esses números, Brasília se tornou o epicentro da dengue no país.

Em números absolutos, Goiânia, capital de Goiás, vem em segundo lugar, com quase 53,8 mil casos. E, em terceiro lugar, está a cidade de Aparecida de Goiânia, também em Goiás, com pouco mais de 25,1 mil notificações de dengue.

Os números altos fazem do Centro-Oeste a região com o maior surto da doença, com 1.993 casos para cada 100 mil habitantes. O Sul do país está em segundo lugar, com pouco mais da metade desse índice: 1.043 casos para cada 100 mil habitantes.

Em todo o país, são cerca de 1,4 milhão de casos de dengue até o momento, um aumento de 172,4% em relação ao ano passado. Já o número de mortes confirmadas pela doença é de 978.

*Com informações da Agência Brasil

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