Até essa segunda-feira (11), mais de 2,8 milhões de pessoas aptas a receberem a dose de reforço contra a Covid-19 não retornaram para a aplicação em Santa Catarina. Os dados foram disponibilizados pela Dive/SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica).
Em SC, mais de 2,8 milhões de pessoas não tomaram a dose de reforço contra a Covid-19 – Foto: Diego de Bastiani/SEDUCSão 2.816.537 de pessoas que estão com a dose de reforço (terceira dose) em atraso, ou seja, com o esquema vacinal incompleto.
A Dive/SC também contabilizou que 677.688 pessoas não retornaram para tomar a segunda dose do imunizante. Desse número, 129.442 estão em atraso com a AstraZeneca; 203.739 com a Coronavac; 344.507 com a Pfizer.
SeguirO Vacinômetro da Secretaria de Estado da Saúde mostra que, até esta terça-feira (12), 50,8% da população maior de 12 anos recebeu a dose de reforço.
A faixa etária de 70 a 79 anos apresenta a maior taxa de vacinados com a dose de reforço: 89,4%. Já os adolescentes entre 12 e 17 anos detêm a menor taxa: 12,1%.
Os cinco municípios catarinenses com a maior porcentagem de vacinados com a dose de reforço com relação à população são Santa Terezinha do Progresso (111%), Brunópolis (110%), Piratuba (109%), Barra Bonita (101%) e Vargem (97%).
Em contrapartida, Jacinto Machado (12%), Ponte Serrada (19%), São João Batista (29%), Rio do Sul (29%) e Tijucas (30%) são as cidades com a menor taxa de vacinados.
Casos ativos mantêm tendência de aumento
Conforme indicado pelo Necat/UFSC (Núcleo de Estudos de Economia Catarinense da Universidade Federal de Santa Catarina), entre os dias 2 e 8 de julho deste ano, 11.920 novos casos de Covid-19 foram notificados no Estado.
Com a estatística, foi possível notar um crescimento de 1,50% em relação aos dados da semana anterior, mantendo-se assim a tendência de aumento da Covid-19 em Santa Catarina, registrada desde maio de 2022.
Em relação à média diária de registros, a semana considerada teve 1.703 notificações de novos casos por dia. O valor é próximo do registrado no início de março deste ano, quando a variante Ômicron ainda estava em expansão pelo Estado.