Há uma semana do fim da campanha de vacinação contra a gripe, as cidades de Schroeder e Garuva imunizaram menos de 35% do público alvo e são as cidades com os piores índices da região Norte e Planalto Norte de Santa Catarina. As prefeituras municipais alegam que a desinformação e fake news são as principais causas da baixa vacinação.
Campanha da vacinação contra a gripe vai até 30 de junho- Foto: Cristiano Andujar/SECOM SC/NDFazem parte do público alvo crianças, trabalhadores na saúde, gestantes, puérperas, idosos, professores e a população indígenas.
Conforme o Ministério da Saúde, o município de Schroeder vacinou 33,53% do público alvo e Garuva, 34,91%. Na outra ponta do ranking está Porto União, com o melhor índice, alcançando uma taxa de 79,83% e, na sequência, Itapoá com 66,20%. A taxa do estado está em 48,45%. Os dados foram atualizados nesta quinta-feira (22).
SeguirTaxa de vacinação no Norte e Planalto Norte
O que dizem as prefeituras
Segundo a Prefeitura de Schroeder, a baixa adesão à vacina da gripe se deu pela falta de procura dos moradores e por conta de fake news que circulam na internet, desestimulando a vacinação.
Para aumentar a cobertura vacinal, a Secretaria Municipal de Saúde de Schroeder adotou diversas estratégias: o Dia D, ocorrido em 6 de maio, ação de vacinação no Dia da Cidadania em 20 de maio, ação especial de vacinação em 17 de junho, além da ampliação do horário de atendimento da sala de vacina do bairro Rio Hern, informa a prefeitura.
A Secretaria de Saúde ressalta que foram adotadas todas as formas de divulgação possíveis, como campanhas e informativos nas redes sociais da prefeitura, divulgação na imprensa regional e entrevistas à rádio local. As Agentes Comunitárias de Saúde também divulgaram a campanha e reforçaram as informações para os moradores. Apesar dos diversos esforços, não foi possível sensibilizar todas as pessoas.
Na cidade, a população pode buscar os postos de saúde e as salas de vacina do Centro, Rio Hern, Sossego e Schroeder 1 para conseguir se vacinar contra a gripe e outras doenças.
Assim como Schroeder, a Prefeitura de Garuva atribui a baixa taxa de vacinação às fake news, desinformação e movimentos antivacinas.
“A Secretaria de Saúde do município destaca que realizou diversas campanhas nos meios de comunicação incentivando a imunização e realizou vacinação nas empresas, visando aumentar este número”, diz nota.
Para se vacinar, a população pode procurar os postos de saúde. Além disso, empresas com mais de 20 funcionários podem agendar imunização no próprio endereço, basta agendar com a Vigilância Epidemiológica do município.
O que Porto União e Itapoá fizeram para aumentar suas taxas
Conforme a Prefeitura de Porto União, na cidade a principal estratégia adotada foi a busca ativa. No município, os agentes de saúde vão de casa em casa para vacinar a população.
“O município é relativamente pequeno e nossas agentes de saúde são bem comprometidas, conseguimos realizar um trabalho bem assertivo nesse sentido”, informa a assessoria de comunicação municipal.
Em Itapoá, a enfermeira e chefe do setor de Vigilância Epidemiológica municipal, Priscila Carneiro, destaca o histórico de boa cobertura vacinal do município nas campanhas. “São exemplos dessa boa cobertura as campanhas de vacinas contra Covid-19, vacinas infantis, assim como a campanha da vacina contra Influenza”, comenta.
Como estratégias, a Secretaria de Saúde também realiza reuniões de sensibilização com os profissionais de saúde, utiliza recursos para divulgação das campanhas como carro de som, redes sociais, analisa os dados obtidos (taxa de cobertura e população vacinada) e planeja ações com base nesses dados.
“As equipes de saúde responsáveis pelas vacinas do município são extremamente comprometidas, não apenas com as campanhas de vacinas como, também, com a cobertura vacinal no contexto geral (calendário nacional)”, diz a Secretaria de Saúde em nota.
De acordo com a secretária de Saúde, Janayna Gomes, “a boa cobertura vacinal se deve aos profissionais envolvidos na vacinação, pois eles realmente ‘vestem a camisa’ a favor da imunização”, afirma.
Janayna dá as dicas para continuar mantendo os números positivos. “É preciso investir e motivar os profissionais envolvidos na imunização por meio de encontros e reuniões periódicas, manter a equipe sempre informada sobre os dados de vacinação, suprir as necessidades profissionais de cada um, mantendo salas e insumos em perfeito funcionamento e quantidades de doses adequadas”.
A campanha de vacinação em Santa Catarina ocorre até 30 de junho, mas os postos de saúde e salas de vacinação seguem atendendo a população que busca as vacinas.