Secretário de Saúde será chamado na Alesc para explicar falta de leitos de UTI

A Assembleia Legislativa de Santa Catarina aprovou nesta terça-feira requerimento solicitando a convocação do secretário de Estado da Saúde, Aldo Baptista Neto, para prestar esclarecimentos

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A Assembleia Legislativa de Santa Catarina aprovou nesta terça-feira (19) requerimento solicitando a convocação do secretário de Estado da Saúde, Aldo Baptista Neto, para prestar esclarecimentos sobre a falta de leitos de UTI em Santa Catarina. O requerimento é do deputado Bruno Souza, do Novo, que lembrou a morte de três crianças no Estado sem ter acesso a uma vaga na UTI.

Falta de leitos de UTI. Secretário será convocado para explicações na Assembleia Legislativa de Santa Catarina  – Foto: Paulo Goeth/Governo de SC/Divulgação/NDFalta de leitos de UTI. Secretário será convocado para explicações na Assembleia Legislativa de Santa Catarina  – Foto: Paulo Goeth/Governo de SC/Divulgação/ND

“Em junho, no Hospital Infantil Joana de Gusmão, um bebê de dois meses faleceu sem ter direito ao leito de UTI neonatal. Em 9 de julho, outro bebê de seis meses, no município de Três Barras, veio à óbito enquanto aguardava a transferência para um leito de UTI neonatal em Jaraguá do Sul. E também em julho outra criança, de dois anos, com quadro grave de pneumonia, não conseguiu UTI e também não resistiu”, informou o deputado.

A convocação tem por objetivo fazer com que a Secretaria detalhe as ações emergências que serão adotadas para aumentar a disponibilidade de novos leitos de UTIs infantis no Estado, conforme anunciado, além de informar o plano de ação para absorver uma eventual alta na demanda, se for o caso.

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O deputado solicita ainda que o secretário responda os questionamentos decorrentes da audiência pública de 21 de junho, convocada pela Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, e que foram encaminhadas à Secretaria de Estado da Saúde no dia 22 de junho, mas que até agora não tiveram respostas.

“O Governo de Santa Catarina é negligente com a vida dos catarinenses e pior: com a vida das nossas crianças. . É inadmissível’, conclui o autor do requerimento.