Técnicas minimamente invasivas que aliviam a dor sem a necessidade de internação: com essas características, por si só, a medicina intervencionista já seria vantajosa.
Mas com o colapso na rede de saúde causado pela pandemia do coronavírus e o consequente cancelamento de cirurgias eletivas, essa área da medicina tem ganhado ainda mais espaço, tanto em Joinville como no resto do país.
Medicina intervencionista é opção para o alívio da dor – Foto: Divulgação/NDDe acordo com dados do Hospital Municipal São José, em 2019 foram realizados 9.200 procedimentos cirúrgicos na instituição. Em 2020, por causa da pandemia, o índice caiu 48%, com 4.700 registros.
SeguirQual é o destino, então, de pacientes que sentem dores e não podem esperar por uma cirurgia? Para muitos, tem sido a medicina intervencionista.
O médico ortopedista Carlos Henrique Maçaneiro aplica as técnicas dessa área em uma clínica de Joinville e explica que os procedimentos são muito menos invasivos, não exigem internação e nem todos os cuidados tradicionais de um pós-operatório.
“A coluna é um dos locais mais acometidos, como ocorre com a hérnia de disco. É possível evitar uma cirurgia fazendo um bloqueio dessa raiz nervosa, o que ajuda tanto hérnias da coluna cervical quanto lombar”, destaca.
Este bloqueio, segundo ele, é feito com uso de anestesia local, procedimento guiado com uso de fluoroscopia, exame de imagem que permite ver o interior do corpo humano em tempo real. Ao chegar no local exato da dor, a medicação é depositada, melhorando as condições do paciente. “Tendo resultado favorável, pode-se evoluir para a técnica de radiofrequência”, complementa Maçaneiro.
Local da dor recebe medicamentos nas técnicas da medicina intervencionista – Foto: Divulgação/NDA medicina intervencionista é indicada, principalmente, para a coluna, quadril e joelho. Além disso, também pode ser utilizada na parte muscular, ate mesmo em casos de fibromialgia.