Os bloqueios nas estradas federais e estaduais em Santa Catarina prejudicam atendimentos hospitalares em todo o Estado, nesta terça-feira (1º). Até o momento, cirurgias foram canceladas e pacientes não conseguem chegar a tratamentos e consultas.
Hospitais e unidades de saúde no Litoral Norte de Santa Catarina são afetadas por bloqueios nas rodovias – Foto: Carlos Jr./ND/ReproduçãoTambém há dificuldades na distribuição de vacinas e medicamentos, já que os veículos de transporte não estão conseguindo chegar ao destino, informa a SES (Secretaria de Estado da Saúde).
O secretário de Estado da Saúde, Aldo Baptista Neto, explicou que há três eixos de maior preocupação das esquipes da SES. “No primeiro eixo, nós temos pacientes com cirurgias sendo canceladas, hemofílicos que não conseguiram chegar para seu tratamento, isso é extremamente grave. No segundo eixo temos a questão da logística, são alimentos, insumos e medicações. Os veículos da saúde vão além das ambulâncias, temos uma rede de abastecimento diário”, explica.
SeguirComo terceiro eixo, ele reforça a preocupação com a chegada dos profissionais aos postos de trabalho. Neto também destaca que “nós temos cidades que são referências para polos de saúde e as pessoas não estão conseguindo se deslocar”.
Em nota, a SES afirmou que nos casos mais graves os pacientes poderão ser encaminhados via transporte aéreo, da mesma forma, os insumos, medicamentos e vacinas. Em contato com a reportagem, porém, a assessoria da pasta disse que, até o momento, não foi necessário o transporte.
Entrega de vacinas é suspensa
Nesta segunda-feira (31) não foi possível realizar a entrega de medicamentos à Maternidade Dona Catarina Kuss, em Mafra. Houve também a impossibilidade de entrega de 91.192 doses de vacinas que saíram da Central Estadual de Rede de Frio, localizada em São José, na Grande Florianópolis, para serem distribuídas para as Centrais Regionais de Araranguá, Criciúma e Tubarão.
Em Ibirama, a entrega de roupas limpas, ao Hospital Dr. Waldomiro Colautti, atrasou, mas não há prejuízo aos pacientes.
Nesta terça-feira, a distribuição de vacinas segue suspensa. Com relação aos insumos às unidades hospitalares, um caminhão que partiu da Central de Distribuição, em direção ao Hospital Teresa Ramos, em Lages, também não conseguiu chegar ao destino. A SES diz que acompanha, junto aos órgãos de segurança do Estado, a situação dos bloqueios.
O diretor da Dive (Diretoria de Vigilância Epidemilógica), João Augusto Brancher Fuck, explica que o transporte com as vacinas saiu da Central Estadual um pouco antes das 8h, mas acabou retido no engarrafamento por duas horas, sendo obrigado a retornar a central.
“Infelizmente, o nosso motorista não conseguiu seguir o trajeto planejado devido às manifestações. Ele precisou retornar à nossa Central Estadual e garantir que nenhuma dose fosse perdida”, afirmou o diretor.
Entre as vacinas que estavam sendo transportadas estavam 83.275 doses de vacinas de rotina como a vacina contra a febre amarela, poliomielite, pentavalente, meningocócica, tríplice viral entre outras, além de 7.917 doses de vacinas contra a Covid-19.
Outras remessas que haviam sido programadas para os proximos dias seguem suspensas até que a situação se normalize. No curto espaço, nenhum município apresenta falta de imunizante, mas se a situação dos bloqueios se prolongar, haverá risco de desabastecimento.