Separados por janela de vidro, pacientes matam saudade da família em São Miguel do Oeste

Rodrigo de Oliveira, de 42 anos, foi o primeiro paciente há receber visita de familiares

Carolina Debiasi Chapecó

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Saudade: esse é o sentimento de muitos pacientes confirmados com a Covid-19 e que estão em isolamento recebendo tratamento médico. Para amenizar a saudade e rever a família, o Hospital Regional Terezinha Gaio Basso, de São Miguel do Oeste, no Extremo Oeste de Santa Catarina introduziu a vista segura.

Esposa e filho fazem visita a paciente com Covid-19 – Foto: Hospital Regional Terezinha Gaio Basso/DivulgaçãoEsposa e filho fazem visita a paciente com Covid-19 – Foto: Hospital Regional Terezinha Gaio Basso/Divulgação

Rodrigo de Oliveira, de 42 anos, morador de São Domingos, no Oeste catarinense, foi o primeiro paciente a receber visita da esposa, Pabline Rottava e do filho, Igor Rottava de Oliveira. A visita segura foi colocada em prática para que membros da família pudessem se comunicar presencialmente, porém sendo separados por um vidro para evitar o contágio do vírus.

Veja o vídeo abaixo de como aconteceu essa primeira visita.

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A visita da esposa e do filho de Rodrigo ocorreu na última semana. Conforme a gerente de enfermagem, Márcia Dreher, as imagens falam por si. “Estavam há dias sem se ver, somente por vídeo chamada. A visita segura foi importante para eles sentirem a energia um do outro e foi lindo”, diz Márcia.

O projeto é realizado no setor de enfermaria, com a coordenação da equipe multidisciplinar e de enfermagem da Unidade. Diversas normas e critérios são avaliados no que se refere à saúde do visitante, tal como: a faixa etária; não apresentar comorbidades; não estar acometido pelos sintomas do novo coronavírus; não estar em isolamento devido a contato recente com contaminado, dentre outros estipulados em termo que é assinado pelo familiar/visitante.

Márcia explica, ainda, que somente pacientes com longos períodos de internação poderão receber a Visita Segura. Para a gerente, além de humanizar o serviço, o projeto consegue trazer um conforto para as famílias, visto que, desde o enfrentamento à Covid-19, o afastamento de pacientes e seus familiares deu-se, sobretudo, em virtude de questões sanitárias.

“É emocionante ver as famílias unidas, tocando as mãos, mesmo com um vidro entre elas. A energia não enxerga essa barreira e a visita revigora os pacientes, dando animo para a continuação do tratamento”, afirma.

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