Será preciso tomar a terceira dose da vacina contra a Covid-19?

Informação de que, supostamente, Butantan estudava a aplicação de uma terceira dose ganhou as redes sociais no fim de semana

Luana Amorim Joinville

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No fim de semana, uma notícia que circulou nas redes sociais causou dúvidas na população: a possibilidade de aplicação de uma terceira dose da CoronaVac, vacina produzida pelo Butantan em parceria com a chinesa SinoVac, para aumentar a eficácia do imunizante.

Mas, afinal, será mesmo necessária uma terceira dose?

Vacina é produzida pelo Instituto Butantan em pareceria com a chinesa SinoVac – Foto: Divulgação/Instituto ButantanVacina é produzida pelo Instituto Butantan em pareceria com a chinesa SinoVac – Foto: Divulgação/Instituto Butantan

Segundo o Instituto Butantan, isso não está em discussão no momento e a informação “é alarmista”. Ou seja, não há estudos a cerca da necessidade de mais uma dose da vacina para aumentar sua eficácia.

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Inclusive, um artigo divulgado pelo Butantan no fim de semana aponta que a eficiência da CoronaVac contra a Covid-19 é maior do que o dado divulgado anteriormente. A pesquisa foi feita com 12,4 mil voluntários em 16 centros de pesquisa no País e teve os primeiros resultados divulgados pelo governo de São Paulo em 7 de janeiro.

A chamada eficácia primária, que representa a proteção da vacina contra a doença em qualquer intensidade, passou de 50,38% para 50,7%, chegando a 62,3%, com intervalos maiores entre as doses. Contra casos moderados, o imunizante tem eficácia de 83,7%, quando o dado anterior apontava 78%.

Além disso, a mesma pesquisa apontou que um período de 28 dias seria o intervalo mais adequado para a aplicação da 2º dose.

Prevenção deve continuar

Apesar disso, mesmo após a imunização completa, a pessoa deve continuar seguindo as medidas preventivas contra a Covid-19.

“Mesmo com as duas doses, mesmo passando os 28 dias da segunda, as pessoas continuam tendo que manter o distanciamento social, fazendo o uso de máscaras e álcool em gel. Ainda temos variantes e os estudos seguem em andamento”, alerta a coordenadora do Plano Municipal de Vacinação de Florianópolis, Sandra Regina da Costa.

Além disso, mesmo quem já está devidamente vacinado pode ser infectado. A situação acontece pois nenhuma vacina é 100% eficaz.

“No intervalo entre uma dose e outra você não atingiu todo o grau de imunidade e pode vir a adquirir formas graves da doença. Já a partir das duas doses, após o prazo estabelecido, você está imunizado com o máximo”, relata o médico infectologista, Martoni Moura e Silva.

Mais 1,5 milhão de doses entregues

Nesta segunda-feira (12), o Instituto Butantan liberou mais 1,5 milhões de doses da Coronavac contra a Covid-19 para utilização em todo o país.

De acordo com o governo de São Paulo, foram entregues 39,7 milhões de doses do imunizante ao PNI (Programa Nacional de Imunizações). Somente no mês de abril foram 3,5 milhões.

O Butantan ainda trabalha para entregar outras 54 milhões de doses para vacinação dos brasileiros até o dia 30 de agosto, totalizando 100 milhões de unidades. Atualmente, mais de 80% das vacinas disponíveis no país contra a Covid-19 são do Butantan.