As inúmeras mudanças provocadas pela pandemia no Brasil e no mundo atingiram esferas para além das formas de se relacionar socialmente, estudar, trabalhar e se divertir. O sexo em tempos pandêmicos também sofreu alterações que, antes da Covid-19, poderiam ser inimagináveis para muitos casais, ou trisais, e assim por diante.
Sexo híbrido virou realidade no Brasil durante a pandemia – Foto: Reprodução Uro /TelemedicinaUma pesquisa nacional batizada de “Sexvid” está investigando dados sobre como a chegada do coronavírus vem impactando nas práticas sexuais dos brasileiros. Os resultados preliminares apontam que 85% da população seguiu – e segue – praticando sexo, mas com algumas adaptações para se adequar à nova realidade.
E uma das transformações que se destacam na pesquisa é o aumento do uso de recursos tecnológicos para fazer sexo, que normalmente é on-line e ocorre antes da prática presencial. Os pesquisadores classificaram esse modelo como “sexo híbrido”.
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“As pessoas estão lançando mão de diferentes práticas, fazendo arranjos com recursos que elas já tinham, mas de forma diferente, por conta da pandemia. Observamos que o uso de videochamadas para práticas sexuais e trocas de mensagens com conteúdos sexuais estão sendo uma etapa do relacionamento com parceiro, algo que antes quase não acontecia, porque logo marcava-se um encontro — explica Amana Mattos, professora do Instituto de Psicologia da Uerj e uma das coordenadoras da pesquisa Sexvid”.
E ela complementa: “Não é que a pandemia inventou um novo jeito de fazer sexo. Mas diante dos riscos, as pessoas passaram a usar recursos que antes não eram priorizados”, finalizou.
*Com informações do Jornal Extra