Síndrome de Lobisomem? Entenda o alerta da Anvisa sobre uso do medicamento

Síndrome de Lobisomem se caracteriza pelo crescimento excessivo de pelos em todo o corpo, exceto nas palmas das mãos e solas dos pés

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Bruno Benetti Florianópolis

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na foto aparece uma criança nascida com síndrome de lobisomemSíndrome de Lobisomem ocorre com crianças – Foto: ViralPress/ND

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) emitiu um alerta sobre o risco de crescimento anormal de pelos em bebês que entram em contato com áreas do corpo onde adultos aplicaram o medicamento Minoxidil, usado no tratamento da queda de cabelo e da calvície.

Esse contato pode provocar hipertricose, uma condição rara popularmente conhecida como “Síndrome do Lobisomem“.

O que é a Síndrome de Lobisomem?

De acordo com a Anvisa, a hipertricose é caracterizada pelo crescimento excessivo de pelos em todo o corpo, exceto as palmas das mãos e as solas dos pés.

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A agência ainda reforça que mesmo o contato acidental com a pele onde o produto foi aplicado pode ser suficiente para desencadear o quadro da síndrome de Lobisomem em crianças pequenas.

criança aparece com síndrome de lobisomem em casa durante festaForam 12 casos de bebês com “síndrome do lobisomem” na Europa – Foto: Reprodução/ViralPress/ND

Casos semelhantes de síndrome do lobisomem têm sido registrados em países europeus. De acordo com os relatos, o crescimento anormal de pelos só foi revertido meses após o fim da exposição ao medicamento.

Em resposta ao risco, a Anvisa solicitou que os fabricantes de Minoxidil passem a incluir nas bulas a informação sobre a possibilidade de hipertricose em bebês, mesmo que o uso do medicamento tenha sido tópico e acidental.

Além disso, os profissionais de saúde devem alertar os pacientes sobre os cuidados necessários durante o uso, especialmente em ambientes com crianças.

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