‘Bolhas e feridas’: entenda como funciona a síndrome rara que ‘atacou’ a mulher de Frank Aguiar

Caroline Aguiar, esposa de Frank Aguiar, publicou nos seus stories que está sofrendo com a síndrome, que causa bolhas, descamação e até necrose do tecido da pele

Foto de R7

R7 São Paulo

Receba as principais notícias no WhatsApp

Caroline Aguiar, esposa do cantor Frank Aguiar, revelou nesta semana que sofre da síndrome de Stevens-Johnson. Ela contou tudo o que está sofrendo no seu perfil do Instagram.

Frank Aguiar; Caroline Aguiar está sofrendo de síndrome rara, saiba qual – Foto: @caroline.luzaguiar/Instagram/Reprodução/ND

A alergista Ariana Yang, do IAC (Intituto de Alergia Campinas), explica que se trata de uma reação alérgica grave e rara. Segundo ela, é geralmente causada por remédios, que podem gerar descamação, bolhas e até necrose dos tecidos corporais. Além disso, a taxa de mortalidade de 40%.

Para ter um bom prognóstico, essa alergia precisa ser tratada em até 48 horas, a fim de aumentar as chances de sobrevida. O Manual MSD de Diagnóstico e Tratamento informa que os sintomas do quadro incluem descamação da pele — cerca de 10% do corpo —, febre, dores pelo corpo, erupções avermelhadas, bolhas e feridas nas mucosas.

Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir

Essas bolhas que aparecem ainda podem afetar os sistemas digestivos, respiratórios e urinário.

Tempo de aparecimento dos sintomas

O Manual MSD aponta que quando a síndrome é causada por medicamentos, os sintomas aparecem em cerca de três semanas a partir do início do tratamento.

A doença pode acontecer em qualquer idade e ainda possui um risco elevado de surgir entre os pacientes que tenham sistema imunológico enfraquecido por conta de outras doenças, tais como: lúpus ou infecções por HIV.

Diagnóstico da síndrome

O diagnóstico pode ser clínico e, nos casos de confirmação, ainda pode ser solicitado uma amostra da pele para ser realizado uma biópsia. Ariana argumenta que, em situações parecidas à citada, o paciente fica internado e afastado dos medicamentos que ocasionaram o surgimento da alergia.

Além disso, eles permanecem com suporte hospitalar, com medicamentos corticoides, soro e sintomáticas. Porém, mesmo com o amparo hospitalar, ainda há risco de letalidade, com uma taxa de 5%.

Tópicos relacionados