Sintomas de varíola dos macacos? Saiba como e onde fazer o exame em Florianópolis

Nova atualização da doença aponta 32 novos casos suspeitos em Santa Catarina nos últimos três dias

Foto de Ana Schoeller

Ana Schoeller Florianópolis

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A varíola dos macacos já foi considerada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) como emergência em saúde de interesse global. A doença, que não para de atingir novas pessoas no Brasil, já chegou em Santa Catarina. Segundo a DIVE-SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica), já são 36 casos confirmados no Estado. A última atualização foi feita nesta segunda-feira (15).

Santa Catarina registra 35 casos da varíola dos macacos – Foto: Daiane Mayer/Age/UFSC/Divulgação/NDSanta Catarina registra 35 casos da varíola dos macacos – Foto: Daiane Mayer/Age/UFSC/Divulgação/ND

Diante do aumento de casos, algumas dúvidas como onde, como e quando realizar o teste surgem na população. O ND+ fez uma busca por dois dos principais laboratórios de Florianópolis, que estão realizando o exame,  para descobrir o preço médio dos exames na Capital. Nem todos são credenciados para realização do diagnóstico, conforme informações da Vigilância Epidemiológica do município.

Ambos os laboratórios não aceitam planos de saúde para o pagamento do exame. Os testes são realizados pela mesma metodologia chamada de “PCR”. Com um cotonete macio, o profissional de saúde “raspa” as feridas causadas pela doença e envia a amostra para análise em laboratório.

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Um dos laboratórios, o Sabin, cobra R$ 468 pelo exame, feito apenas com prescrição médica. Neste, o resultado fica pronto em três dias úteis. O segundo laboratório, Santa Luzia, cobra R$ 340 pelo exame. Neste, o resultado chega em 5 dias úteis.

Como fazer de graça?

Já no SUS (Sistema Único de Saúde) os exames são gratuitos. Para realizá-lo é necessário buscar um serviço de saúde (quando se está com sintomas ou se teve contato com alguém infectado), que fará o encaminhamento (após avaliação) aos exames.

De acordo com a Dive-SC, o exame é processado em um laboratório em São Paulo e leva de 7 a 10 dias para ficar pronto. Mesmo antes do teste ficar pronto, a Dive reforça que o isolamento por conta da doença só deve ser encerrado após o desaparecimento completo das lesões.

Casos em SC

  • Total de casos notificados: 217
  • Confirmados: 36
  • Descartados: 78
  • Em investigação: 136

Os dados apontam que, de sábado (13) até esta segunda-feira (15), novos 32 casos entraram em investigação. Ou seja, 32 novas pessoas apresentaram sintomas da doença e estão com seus diagnósticos sendo analisados. A média é de 10,6 casos por dia nestes últimos três dias.

Casos confirmados por município de residência:

  • Florianópolis- 13 casos- sexo: masculino (todos)- Idades: 23 a 48 anos (23, 29, 29, 30, 30, 30, 31, 31, 31, 34, 40, 48 e 52);
  • Balneário Camboriú- 6 casos- sexo: masculino (todos)- Idade: 25 a 37 anos (25, 26, 30, 34, 35 e 37);
  • Blumenau- 5 casos- sexo: masculino (todos)- Idade: 26 a 50 anos (26, 28, 30, 30 e 50);
  • Joinville- 5 casos- sexo: masculino (todos)- Idade: 22 a 39 anos (22, 26, 29, 35 e 39);
  • Brusque- 2 casos- sexo: masculino (todos)- Idade: 23 e 40 anos;
  • São José-  1 caso- sexo: masculino- Idade: 32 anos;
  • Leoberto Leal- 1 caso- sexo: masculino- Idade: 31 anos;
  • Itajaí- 1 caso- sexo: masculino- Idade: 36 anos;
  • Abelardo Luz- 1 caso- Sexo: feminino- Idade: 54 anos;
  • São João Batista- 1 caso- Sexo: masculino- Idade: 25 anos.

Quanto tempo leva até ter o primeiro sintoma?

Segundo o site do Ministério da Saúde, o intervalo de tempo entre o primeiro contato com o vírus até o início dos sinais e sintomas da monkeypox (período de incubação) é tipicamente de 3 a 16 dias. Porém,  pode chegar a 21 dias.

Após a manifestação de sintomas como erupções na pele, no período em que as crostas desaparecem, a pessoa doente deixa de transmitir o vírus a outras pessoas. As erupções na pele geralmente começam dentro de um a três dias após o início da febre, mas podem aparecer também antes da febre.

A pessoa doente deixa de transmitir a monkeypox após as erupções na pele desaparecerem – Foto: Divulgação/Unsplash + DIVE/SCA pessoa doente deixa de transmitir a monkeypox após as erupções na pele desaparecerem – Foto: Divulgação/Unsplash + DIVE/SC

As lesões podem ser planas ou levemente elevadas, preenchidas com líquido claro ou amarelado, podendo formar crostas que secam e caem. O número de lesões em uma pessoa pode variar de algumas a milhares de lesões. As erupções tendem a se concentrar no rosto, na palma das mãos e planta dos pés, mas podem ocorrer em qualquer parte do corpo, inclusive na boca, olhos, órgãos genitais e no ânus.

Os sintomas mais comuns são: erupções cutâneas ou lesões de pele, adenomegalia – linfonodos inchados (ínguas) -, febre, dores no corpo, dor de cabeça, calafrio e fraqueza.

O ministério orienta ainda que, se você achar que tem sintomas compatíveis de monkeypox (nome em inglês para varíola dos macacos), deve procurar uma unidade de saúde para avaliação. É importante informar houve contato próximo com alguém com suspeita ou confirmação da doença. Se possível, isole-se e evite contato próximo com outras pessoas. Higienize as mãos regularmente e siga as orientações para proteger outras pessoas da infecção.

Brasil na 6° posição

De acordo com o site oficial da CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças) dos EUA (Estados Unidos), o Brasil é o 6° país do mundo com mais casos da doença. A página conta com um mapa mundial de casos. A primeira posição é dos EUA com 9.491 casos, seguido da Espanha com 5.162, Alemanha com 2.982, Reino Unido com 2.914, França com 2.423 e Brasil com 2.131.

O número pode ser ainda maior, uma vez que a última atualização do mapa de infecções foi feita na última sexta-feira (12). A atualização desta segunda-feira (15) dos casos no Brasil conta com 2.219 pacientes confirmados com a doença.

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