Somente 62% das mulheres catarinenses fazem exames ginecológicos de rotina, aponta estudo

Especialmente as mulheres mais jovens, na faixa etária dos 18 aos 24 anos, não dispõem de um médico da área para consultar regularmente

Redação ND Florianópolis

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Exames ginecológicos são importantes para a prevenção de possíveis doenças e para o cuidado íntimo da mulher. Entretanto, segundo a pesquisa feita pela Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia) e conduzida pelo Instituto Datafolha, 4 milhões de mulheres nunca procuraram atendimento de um médico ginecologista no Brasil.

Pesquisa aponta que 4 milhões de mulheres brasileiras nunca procuraram atendimento de um médico ginecologista – Foto: Freepik/reprodução/NDPesquisa aponta que 4 milhões de mulheres brasileiras nunca procuraram atendimento de um médico ginecologista – Foto: Freepik/reprodução/ND

Em Santa Catarina, o cenário não é diferente. De acordo com um estudo conduzido pela Famivita, agência especializada em saúde, apenas 62% das mulheres catarinenses fazem exames ginecológicos de rotina anualmente.

A pesquisa, que entrevistou 2.100 mulheres entre dezembro de 2022 e janeiro de 2023, contatou que 50% das brasileiras não tem um profissional da ginecologia que atenda de maneira fixa.

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Por estado, os dados revelaram que Roraima é a localidade em que mais há mulheres dispondo de um médico que as atenda desse modo, com 63% respondendo positivamente, seguida pelo Rio Grande do Norte, com 62% e São Paulo, com 68%. Santa Catarina aparece na 10ª posição do ranking, atrás da Bahia e Paraíba.

Santa Catarina aparece na décima posição entre os estados em que as brasileiras estão sendo atendidas por um ginecologista fixo. – Foto: Famivita/Divulgação/NDSanta Catarina aparece na décima posição entre os estados em que as brasileiras estão sendo atendidas por um ginecologista fixo. – Foto: Famivita/Divulgação/ND

Os dados se agravam entre as mulheres mais jovens. De acordo com a pesquisa, na faixa etária dos 18 aos 24 anos, 60% delas explicaram não ter um profissional que as atenda regularmente e 58%  não fazem esse tipo de consulta.

Além disso, foi observado no estudo que 58% das mulheres não possuem contato direto com um profissional da área, a exemplo de número telefônico.

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