SP reduz intervalo entre doses de reforço da vacina contra a Covid-19

Cenário epidemiológico ainda preocupa, em especial com a chegada da variante Ômicron, a qual já infectou pelo menos três pessoas no Estado

Estadão Conteúdo São Paulo, 02

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O intervalo entre a segunda dose e a dose de reforço passou por alterações em São Paulo. Segundo decisão anunciada pelo governador João Doria (PSDB), cai de cinco para quatro meses o intervalo entre as aplicações da vacina.

Rio Negrinho abriu cadastro para vacinação de adolescentes com comorbidades – Foto: Carlos Jr/NDRio Negrinho abriu cadastro para vacinação de adolescentes com comorbidades – Foto: Carlos Jr/ND

A medida publicada nesta quinta-feira (2) vale para os imunizantes da Coronavac, AstraZeneca e Pfizer. Segundo o governo, foi levado em consideração o cenário epidemiológico mundial, em especial a chegada da variante Ômicron, a qual já infectou pelo menos três pessoas no Estado.

“Decidimos reduzir de 5 para 4 meses o intervalo da dose adicional de vacina. SP é porta de entrada do Brasil e o País infelizmente não exige esquema vacinal completo dos viajantes. A medida é válida para quem já tomou as duas doses da Coronavac, AstraZeneca ou Pfizer.” informou o governador no Twitter.

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As pessoas que tomaram o imunizante de dose única da Janssen poderão tomar a dose adicional da mesma farmacêutica com intervalo a partir de 2 meses. No entanto, a vacina da Janssen está em falta no Estado de São Paulo.

A medida foi uma recomendação do Comitê Científico, grupo de médicos que orienta o governador e levou em consideração que São Paulo é ponto de entrada de pessoas do exterior. Recentemente, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, se opôs à recomendação da Anvisa de solicitar comprovante de vacinas para viajantes estrangeiros.