Subvariante apelidada de ‘Cão do Inferno’ faz SC enviar alerta aos profissionais de saúde

Cinco casos da BQ1.1 da Covid-19 já foram confirmados em Santa Catarina; infectologista explica diferenças

Foto de Ana Schoeller

Ana Schoeller Florianópolis

Receba as principais notícias no WhatsApp

A nova subvariante BQ1.1 da Covid-19, apelidada de “Cão do Inferno”, já preocupa a Dive/SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina). Segundo a pasta, foram enviados alertas para profissionais de saúde e para a população.

Variante é intitulada como cão do inferno e já soma 5 infectados em Santa Catarina – Foto: Leo Munhoz/NDVariante é intitulada como cão do inferno e já soma 5 infectados em Santa Catarina – Foto: Leo Munhoz/ND

De acordo com a Dive, ainda não há dados epidemiológicos que possam dar dados sobre os níveis de transmissão da BQ1.1. no Estado. A pasta frisou que para isso é fundamental que seja reforçada a notificação e a testagem de casos suspeitos.

No entanto, apesar de não haver detalhamento sobre a transmissão no Estado, cinco pessoas já foram confirmadas com a BQ.1.1. Os casos foram em Camboriú (um), Florianópolis (dois), São José (um) e Joinville (um). As amostras foram coletadas entre os dias 11 e 21 de outubro. Nenhuma morte no Estado foi registrada pela nova subvariante, de acordo com a Dive.

Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir

“Cão do Inferno”

O nome ‘Cão do Inferno‘ começou no Twitter. Não é oficial, mas seria o nome dado para ajudar a memorizar o nome da nova subvariante, conforme reportagem da revista Veja.

Cão do Inferno, Cérbero ou Cerberus, o cão de três cabeças do Deus Hades, é na verdade uma representação vinda da mitologia grega. Nela, o animal era encarregado de guardar os portões do mundo dos mortos, para que as almas entrassem no reino subterrâneo e jamais pudessem voltar.

Infectologista explica variante

A subvariante é responsável pelo aumento no número de casos no hemisfério norte e no Brasil, de acordo com a médica infectologista e diretora geral do Hospital Nereu Ramos, Renata Zomer de A Muniz.

“Ainda não temos dados conclusivos sobre a gravidade de sua infecção, não existe indício de que ela cause sintomas mais graves, mas parece ter uma elevada capacidade de transmissão comparada às outras sublinhagens circulantes da variante Ômicron”, explica.

Como medidas de prevenção, a médica explica que é importante manter as mesma orientações que as entidades de saúde, governos municipais, estaduais e federal recomendam. São elas:

  • reforçar uso de máscara (utilizando de forma correta: cobrindo boca e nariz);
  • em caso de sintomas gripais/respiratórios, febre, dor de garganta > procurar, com uso da máscara, serviço de saúde para adequadas orientações, diagnóstico e tratamento;
  • permanecer em isolamento caso seja uma caso suspeito ou confirmado;
  • evitar aglomerações;
  • vacinação.

Estado reforça medidas

A SES/SC emitiu duas notas informativas alertando os serviços de saúde e a população sobre a situação da Covid-19. Uma delas trouxe recomendações aos serviços de saúde sobre o uso das máscaras de proteção para a prevenção e o controle da disseminação de vírus respiratórios. Outra alerta sobre a circulação da variante BQ.1.1 do SARS-CoV-2 e possível aumento de casos da COVID-19 (Nota informativa Conjunta nº 013/2022).

A própria SES admitiu que com a confirmação da circulação da variante BQ.1.1, é esperado um aumento de casos de Covid-19 para as próximas semanas. No entanto, até o momento não há evidências de que a BQ.1.1 esteja associada a um aumento de infecções mais graves, principalmente em pessoas com vacinação completa.

Neste sentido, a SES reforçou que é fundamental que a população mantenha o seu status vacinal atualizado, recebendo as doses de reforço dentro do prazo recomendado.

Índices de vacinação

De acordo com o site vacinômetro do governo estadual, apenas 19,87% da população maior de 30 anos em Santa Catarina tomou o 2° reforço de vacina contra a Covid-19. Mesmo o primeiro reforço, o número não atingiu o 100%. O dado é de 54,47% da população acima de 12 anos.

Regiões com cores mais escuras têm índices de vacinação maiores – Foto: Reprodução/SES-SC/NDRegiões com cores mais escuras têm índices de vacinação maiores – Foto: Reprodução/SES-SC/ND

Em Florianópolis, por exemplo, podem tomar a quarta dose quem tem 25 anos ou mais, e que recebeu a terceira dose contra Covid-19 há 4 meses ou mais e profissionais da saúde, nesta sexta-feira, dia 11 de novembro.

As vacinas estão disponíveis em todos os Centros de saúde (exceto Costa da Lagoa), nos horários de funcionamento normais de cada unidade.

Tópicos relacionados