Desde os primeiros dias do ano, centenas de pessoas tem sido afetadas pelo surto de virose no Litoral Norte de SC. Em cidades como Balneário Camboriú, Itajaí e Itapema, a doença trouxe reflexos no aumento de atendimentos em unidades básicas de saúde, além de urgências e emergências, como as UPAs (Unidade de Pronto Atendimento).
Após surto de virose no Litoral Norte de SC, Itajaí registrou 590 casos da doença – Foto: Marcos Porto/ Secom Itajaí/DivulgaçãoEm Itajaí, segundo a Gerência de Tecnologia da Informação da Secretaria de Saúde do município, em cinco dias foram registrados 590 casos de doenças diarreicas agudas entre 9,6 mil atendimentos. O quadro representa 6,70% e, apesar de ser considerado normal pela administração, foi emitido um alerta com recomendações para que a população se previna contra as viroses.
Já em Itapema, durante o mesmo período, sete em cada dez atendimentos em unidades de saúde do município estavam relacionados a viroses. Ao todo, de 2,4 mil avaliações médicas, pouco mais de 1,6 mil foram casos diagnosticados como doenças diarreicas e gastrointestinais.
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Em Balneário Camboriú, número de casos de pessoas afetadas pela doença ainda não foram divulgados, mas cidade registrou aumento geral nos atendimentos em saúde – Foto: Marcele Oliveira/Reprodução/NDJá em Balneário Camboriú, apesar dos números não confirmados de casos de viroses, os dados relacionados aos atendimentos em saúde praticamente dobraram. Na primeira semana de 2024, a média foi de 3,6 mil atendimentos. Já durante os primeiros dias deste ano, cerca de sete mil pessoas foram atendidas.
Saiba quais são os sintomas de uma virose
O sintoma mais comum é o aumento do número de evacuações e diarreia, acompanhada ou não de náuseas, vômito, febre e dor abdominal. A doença pode durar até 14 dias.
A Dive SC alerta que a doença pode causar desidratação leve à grave, sendo que crianças, idosos e pessoas imunodeprimidas são mais vulneráveis e têm mais chances de evoluir para gravidade.
Após surto de virose no Litoral Norte de SC, municípios falam sobre prevenção
Comum no verão, a doença, que se dissemina pela ingestão de água contaminada ou alimentos que não foram devidamente lavados, guardados ou cozidos, acendeu um alerta nas autoridades de saúde.
Nesta semana, a Dive SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina) disse que têm acompanhado os casos nos serviços de saúde. Além disso, a Secretaria de Saúde do Estado fez uma série de recomendações no sentido da prevenção, como:
- Cuidar com a qualidade da água ingerida que deve ser tratada, fervida ou mineral;
- Evitar a ingestão de frutos do mar crus, carnes mal passadas, especialmente sem saber a procedência;
- Ao levar alimentos para a praia, cuidar da higiene e manter a refrigeração adequada;
- Não consumir sucos, batidas, caipirinhas e outras bebidas não industrializadas sem saber a procedência dos ingredientes utilizados;
- Não consumir alimentos fora do prazo de validade, mesmo que a aparência seja normal;
- Não consumir alimentos que pareçam deteriorados, com aroma, cor ou sabor alterados, mesmo que estejam dentro do prazo de validade;
- Higienizar as mãos com frequência, especialmente antes e depois de utilizar o banheiro, trocar fraldas, manipular e preparar os alimentos, amamentar e tocar em animais;
- Não frequentar locais com condição imprópria para banho.
E o saneamento?
Além dos cuidados individuais com a saúde, moradores do Litoral Norte de SC tem usado as redes sociais para questionar a balneabilidade de alguns pontos que, se impróprios, também podem causar viroses.
Litoral Norte de SC tem 21 pontos impróprios para banho – Foto: Emasa/DivulgaçãoNa região, segundo o último relatório do IMA (Instituto do Meio Ambiente), foram analisados 61 pontos de praia. Destes, 21 estão impróprios, o que representa cerca de 34% do total.