Testículo vai parar dentro do abdômen de homem após acidente de moto

Paciente foi internado com dores intensas e precisou ser submetido a uma cirurgia para devolver o testículo ao escroto; quadro, além de doloroso, é considerado raro na medicina

Daniela Ceccon Florianópolis

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O testículo direito de um homem foi parar dentro do seu abdômen após um acidente de moto. Tamanha foi a força do acidente que o órgão foi deslocado de seu local usual, no escroto, e empurrado para dentro do corpo por uma pequena passagem na virilha, após a pressão sofrida.

Tomografia mostra testículo alojado no abdômen do paciente – Foto: Reprodução/NDTomografia mostra testículo alojado no abdômen do paciente – Foto: Reprodução/ND

O caso, considerado raro na medicina, aconteceu em Roma, na Itália, e foi relatado no fim do mês passado no jornal BMJ Case Reports. As informações são do Portal R7.

Testículo foi ‘espremido’ em passagem

O impacto do acidente foi tão grande que a pressão gerada moveu o testículo do paciente por um canal na virilha que mede de 4 a 6 centímetros, causando fortes dores no homem, o que levou ao diagnóstico.

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Essa passagem, conhecida como canal inguinal, forma-se à medida que os órgãos genitais externos saem do abdômen, onde se desenvolvem inicialmente no embrião.

Cirurgia rara

Os médicos que atenderam o paciente notaram que são raros os traumas ou lesões que desloquem os testículos de seu local, no escroto.

Para “consertar” o estrago, os médicos precisaram, inicialmente, remover o acúmulo de sangue da virilha do homem e aquecer o órgão privado de oxigênio até que ele recuperasse sua cor normal.

Em seguida, eles reposicionaram cirurgicamente o testículo direito, usando um tipo de operação chamada orquidopexia — procedimento também feito em crianças com um defeito congênito comum, no qual um testículo não desce completamente durante o desenvolvimento inicial.

Em um caso anterior, um paciente teria demorado quase um ano para ser diagnosticado após um acidente de moto, já que as lesões graves e o acúmulo de sangue na área da virilha podem dificultar o exame físico do escroto.

Tais atrasos podem ter consequências graves. Um diagnóstico imediato é necessário para evitar possíveis impactos na fertilidade e na produção de hormônios, ressaltaram os autores.

No caso do paciente em questão, em seis meses, o testículo estava de volta ao normal, sem sinais de danos duradouros em suas funções vitais, como a produção de hormônios ou de esperma.

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