Tijucas, na Grande Florianópolis, divulgou nesta quarta-feira (11) que a cidade está com surto de diarreia. Após crescentes casos em outras cidades, como Florianópolis, Itapema, Itajaí e Bombinhas, o município acompanha os números que não param de aumentar.
De acordo com a prefeitura, as altas temperaturas, típicas de verão e o aumento do fluxo de pessoas, especialmente nas cidades litorâneas, faz com que os casos de virose sejam mais frequentes nesta época do ano. No entanto, ressalta que é preciso considerar que há atendimento de turistas de toda a região e por isso a quantidade é maior.
Cidade declarou que está em surto de diarreia – Foto: Unsplash/Divulgação/NDQuestionada, Idarleni Daroci, Coordenadora de Vigilância em Saúde de Tijucas, disse que não pode afirmar que os casos tenham relação com a balneabilidade das praias.
Seguir“Não podemos afirmar nada com relação a balneabilidade dos municípios adjacentes pois são diversos fatores que podem desencadear doenças de transmissão hídrica e alimentar causadas pela ingestão de alimentos ou bebidas contaminados”, explica.
Daroci também afirma que é preciso ponderar que Santa Catarina passou por períodos chuvosos, e diversos alertas sobre o consumo da água, pois havia muita turbidez e a possibilidade de concentração de dejetos.
Prevenção
Para a coordenadora, a prevenção é feita com alguns fatores. São eles:
- Correta higienização das mãos;
- Alta ingestão de água potável (tratada ou fervida);
- Não ingerir alimentos com procedência duvidosa;
- Fazer o correto manuseio e armazenamento das comidas;
- Evitar alimentos mau cozidos;
- Não ficar muito tempo exposto ao sol sem proteção.
“Levando em consideração o período endêmico de gastroenterites e síndrome diarreicas agudas, já é esperado esse quadro para essa estação do ano. Nossas cidades recebem em média o dobro de pessoas do que normalmente vivem aqui, e inclusive atendemos nos nossos postos e emergências os turistas da região”, fala.
Por fim, a gestora explica que nos últimos três anos não havia este cenário devido a pandemia, por conta dos isolamentos. No entanto, diz que é comum que essas síndromes aconteçam durante a temporada de verão em cidades litorâneas.