“Você trocaria de lugar com um profissional da ala Covid-19?”. A pergunta feita pelo secretario de saúde, Jean Rodrigues da Silva, traz à tona a exaustão de quem atua na saúde pública com o aumento de casos da doença nas últimas semanas.
Esgotamento já é visto nos profissionais de saúde de Joinville – Foto: Anderson Coelho/Arquivo/NDUm ano após o primeiro caso foi confirmado, o cenário não é dos mais animadores no município do Norte catarinense: 787 mortes e mais de 65 mil confirmados.
Além disso, segundo dados do Painel Covid-19, atualmente a cidade conta com 4.292 casos ativos e 261 internados. O número de internações, inclusive, é o maior desde o início da pandemia na maior cidade do Estado.
SeguirIsso fez com que o secretário municipal de saúde usasse as redes sociais para publicar uma espécie de desabafo sobre o colapso e a sobrecarga de trabalho nas unidades.
“Você trocaria de lugar com um profissional da ala Covid-19?
Eles estão há mais de um ano lutando para salvar vidas. Os trabalhadores da saúde estão esgotados. Eles também têm família, medo de transmitir a doença para os que amam, medo de adoecer, medo de ir à óbito assim como outros 787 joinvilenses.
Você não precisa trocar de lugar com eles. Você só precisa respeitar as medidas sanitárias vigentes. Faça a sua parte. Prevenção também salva vidas!”
Vários usuários da rede social concordaram com o posicionamento do secretário. “Ah, se as pessoas entendessem isso!”, disse uma das seguidoras.
Segundo a última atualização da Secretaria de Estado da Saúde, Joinville conta com apenas dois leitos de UTI adulto na rede pública para tratamento da Covid-19. Eles estão localizados no Hospital Bethesda.
Já as demais unidades públicas de saúde, estão com lotação máxima. Na rede privada, a ocupação também é crítica: 98% com apenas um disponível. Ao todo, a rede conta com 61 leitos.