Mulheres representam mais de 62% dos atendimentos e internações por trombose em SC

Mulheres, segundo órgãos de saúde, são mais suscetíveis ao desenvolvimento de quadros de TVP (Trombose Venosa Profunda); dados são de janeiro de 2022 a agosto de 2023

Foto de Laura Machado

Laura Machado Florianópolis

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As mulheres representam a maioria dos atendimentos com internações por TVP (Trombose Venosa Profunda) em Santa Catarina. Dados da SES (Secretaria de Estado da Saúde) mostram que elas representam 62,02% dos casos, com média de 3,17 atendimentos por dia.

Mulher sentada na cama pegando nas pernas como se estivesse com dor, para ilustrar uma reportagem sobre tromboseO surgimento dos trombos pode causar dor intensa na região e inchaço – Foto: Freepik/Reprodução/ND

Os números são de janeiro de 2022 a agosto de 2023. O levantamento da SES registrou, ao todo, 1.904 atendimentos na rede de saúde por trombose no período, sendo 1.181 mulheres e 723 homens.

Somente na faixa etária de mulheres entre 30 a 50 anos, foram internadas 374 pacientes em Santa Catarina com TVP. O número de pacientes homens atendidos foi de 167.

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No Brasil, de janeiro a agosto deste ano, cerca de 165 pessoas – entre homens e mulheres – foram internadas para tratamento de trombose venosa profunda, segundo dados do Ministério da Saúde.

O que é a trombose?

Trombose é o nome dado a uma formação de coágulo (trombo) sanguíneo em veias maiores dos membros inferiores. Esses acúmulos podem causar a interrupção do fluxo de sangue, provocando dor e até inchaço na área afetada.

Ilustração de veias da perna sendo afetadas pela tromboseTrombos podem dificultar e até impedir a passagem do fluxo sanguíneo – Foto: Freepik/Reprodução/ND

Classificações da trombose:

  • Trombose aguda: menos grave, em geral, pode ter os coágulos desfeitos pelo  próprio corpo sem causar consequências ou evoluir para casos mais graves.
  • Trombose crônica: se desenvolve a partir dos resquícios que se formam nas veias quando os coágulos naturais se desmancham, o que provoca danos nas válvulas internas.

Por que mulheres são mais afetadas?

O Ministério da Saúde aponta ainda que a incidência de trombose é maior em mulheres do que em homens – principalmente entre as que têm entre  20 e 40 anos – devido a “fatores de risco”, incluindo o uso de anticoncepcionais e até a gestação.

Mulher grávida sentada com as duas mãos na testa como se estivesse preocupadaMulheres grávidas têm mais chances de desenvolverem trombose – Foto: Freepik/Reprodução/ND

Na maioria dos casos, a trombose venosa profunda não apresenta sintomas, mas podem haver:

  • Dor
  • Vermelhidão
  • Sensação de calor na região afetada
  • Rigidez na musculatura da área em que o trombo se desenvolveu

Causas da trombose

O desenvolvimento da trombose ocorre de forma multifatorial e pode, inclusive, surgir a partir de hábitos do dia a dia. Veja as causas mais comuns:

  • Tratamentos hormonais, incluindo uso de anticoncepcionais;
  • Longos períodos em uma mesma posição (em pé ou sentado);
  • Tabagismo;
  • Predisposição a varizes;
  • Gravidez;
  • Hereditariedade;
  • Pacientes diagnosticados com insuficiência cardíaca;
  • Presença de tumores malignos;
  • Pacientes com histórico de trombose venosa ou que possuem distúrbios de hipercoagulabilidade (hereditária ou adquirida)

Prevenção e tratamento

A prevenção da trombose inclui a mudança de hábitos, como a prática regular de exercícios físicos, alimentação equilibrada e a diminuição do consumo de cigarros e bebidas alcoólicas.

Já o tratamento pode variar de acordo com o quadro de cada paciente e pode ser feito de forma medicamentosa, para evitar a formação de novos coágulos e desfazer os trombos existentes. Além do uso de meias de compressão para evitar a má-circulação.

Caso Luana Andrade

A empresária e ex-participante do Power Couple Brasil da Record, Luana Andrade, de 29 anos, morreu na segunda-feira (7) após um quadro de trombose maciça, durante um procedimento de lipoaspiração.

Luana morreu aos 29 anos – Foto: Internet/Reprodução/NDLuana morreu aos 29 anos – Foto: Internet/Reprodução/ND

A causa da morte, segundo os médicos responsáveis pela cirurgia, foi uma embolia pulmonar maciça – caracterizada pela formação de um coágulo que provoca o entupimento de um vaso sanguíneo pulmonar, impedindo a circulação.

Em Santa Catarina, 68 pessoas morrem por embolia pulmonar a cada hora, segundo dados do Ministério da Saúde.

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