Após retirar um tumor no cérebro em 2017, o programador Fábio Prudêncio, morador de Joinville, no Norte de Santa Catarina, tem enfrentado novas batalhas envolvendo a doença.
Fábio descobriu um tumor no cérebro em 2017 – Foto: Reprodução/NDTVEm 2020, o câncer voltou com grau mais avançado e, em junho deste ano, uma nova cirurgia precisou ser feita.
O médico oncologista que atende Fábio no Hospital Municipal São José, em Joinville, o encaminhou para a radioterapia e quimioterapia oral, que é feita com o medicamento Temozolomida. A dificuldade, no entanto, é ter acesso a essa substância.
SeguirIsso porque um pedido formal deve ser entregue à Secretaria de Saúde da cidade, que tem 30 dias para responder sobre a disponibilidade do medicamento. Só que o pedido foi protocolado no começo de setembro e a família ainda não teve resposta.
“Não posso mais dirigir, eu tenho que ficar tomando remédio a cada algumas horas e eu tenho duas crises por semana”, relata Fábio.
Fábio e sua mãe, Maristela – Foto: Reprodução/NDTVSegundo a família, o sucesso do tratamento depende da combinação de radioterapia com o Temozolomida.
“A gente se sente humilhada, porque tem que ficar correndo atrás disso. É bem difícil conseguir as coisas”, comenta a mãe de Fábio, Maristela Prudêncio. “Quero que ele faça esse tratamento logo”, pede.
O que diz a prefeitura?
Em nota, a prefeitura de Joinville informou que o medicamento citado na reportagem não consta no elenco de substâncias quimioterápicas do Hospital Municipal de São José e, por isso, não é fornecido pelo hospital.
O texto também diz que, diante do grande número de pedidos do medicamento, a Secretara e o hospital estão trabalhando em um plano de ação para incorporar o medicamento ao elenco de quimioterápicos e, dessa forma, passar a fornecer a todos os pacientes que tiverem indicação médica.
A prefeitura informou que o plano de ação deve ser concluído nesta semana. Logo em seguida, será feito o pedido do medicamento aos fornecedores, que têm 10 dias para efetivar a entrega dos produtos.