Uma a cada duas casas apresenta foco do mosquito da dengue em Joinville

Dados são de relatório feito na cidade, que mostra que 44% dos focos do Aedes aegypti estão em residências

Redação ND Joinville

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Uma a cada duas casas em Joinville, no Norte de Santa Catarina, apresenta algum foco do mosquito transmissor da dengue, zika, chikungunya e febre amarela. É o que mostra o Liraa (Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti), realizado no fim de 2021.

O relatório, que é enviado ao Ministério da Saúde, mostra que mais de 44% dos focos do Aedes aegypti estão em residências, o que acende um alerta vermelho para os cuidados relacionados ao mosquito transmissor no ambiente doméstico.

Uma a cada duas casas apresenta focos do mosquito Aedes Aegypti em Joinville – Foto: Prefeitura de Joinville//DivulgaçãoUma a cada duas casas apresenta focos do mosquito Aedes Aegypti em Joinville – Foto: Prefeitura de Joinville//Divulgação

“Nosso principal problema está nas casas. Janeiro é um período chuvoso e isso nos preocupa muito. Assim que para a chuva, como está muito quente, temos que ter cuidado com qualquer lugar que acumula água limpa e parada”, ressalta Anderson da Silva, coordenador da Vigilância Ambiental de Joinville.

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O perigo é ainda maior considerando que Joinville registrou cinco mortes por causa da dengue em 2021, as primeiras na história da cidade. No ano passado, 16.422 pessoas contraíram a doença, sendo o Petrópolis o bairro com mais casos (1.553), seguido pelo Floresta (1.286).

Os principais sintomas da dengue são febre alta, dor nas juntas, fortes dores de cabeça e aversão à luz. “Se está com algum sintoma de dengue, é importante que você procure uma unidade de saúde e relate os seus sintomas, para que o profissional de saúde possa prestar o atendimento e notificar a Vigilância Ambiental do seu caso”, explica Silva.

Medidas como eliminar pratos de plantas ou colocar areia neles, limpar e revisar calhas, colocar tela para evitar a entrada de mosquitos e manter queda nas bocas de lobo são indicadas. Além disso, é preciso evitar deixar água parada em qualquer recipiente.

O coordenador da Vigilância Ambiental reforça, ainda, a importância do trabalho dos agentes de combate a endemias e a importância da população dar acesso a esses servidores em suas casas.

“Receba o agente, ele está devidamente uniformizado, está com o crachá e com a bolsa parda. Permita que ele entre no seu terreno, que ele passe a orientação para você. Esse trabalho educativo é importante para a população entender como combater o mosquito”, finaliza.

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