Com hospitais superlotados, as UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) são as alternativas para manter os pacientes sintomáticos e com o estado de saúde instável pela pandemia da Covid-19.
O superintendente de Urgência e Emergência da SES (Secretaria de Estado da Saúde), Diogo Losso, informou nesta quarta-feira (10) que somente na Grande Florianópolis, 14 pessoas esperavam nas UPAs por vagas em UTIs (Unidade de Terapia Intensiva).
UPA de Biguaçu precisou ampliar a rede de oxigênio hospitalar nessa terça-feira (9) – Foto: Martha Huff/Dicom PMB/ Divulgação/NDO boletim da SES (Secretaria de Estado da Saúde), de terça-feira (9), trouxe a informação de que 395 pessoas estão à espera de um leito de UTI em Santa Catarina. Na atualização da tabela de leitos de UTI adultos para Covid-19, havia apenas um leito no Estado, em Jaraguá do Sul. O painel ainda demonstra que a Grande Florianópolis tem apenas dois leitos de UTI vagos para adultos com outras enfermidades.
Seguir“As UPAs da Grande Florianópolis tinham 14 pessoas à espera de um leito hospitalar nesta terça-feira (9). Os hospitais estão lotados e não adianta enviar essas pessoas para uma unidade de referência e não oferecer um atendimento adequado. Estamos buscando alternativas para ampliar essa oferta de leitos de UTI, mas dependemos de acertos com hospitais filantrópicos e particulares”, explica o superintendente.
Taxa de letalidade é de 1,17% em SC
O número de pessoas contaminadas e mortas pela pandemia da Covid-19, em Santa Catarina, bate recordes a cada dia. O Estado ultrapassou a barreira de 10% da população que já contraiu o vírus oficialmente e chegou a 8.170 mortes, segundo o boletim de terça-feira (9) da SES.
Para buscar a redução da taxa de transmissão com medidas conjuntas, o governador Carlos Moisés da Silva participa na manhã desta quarta (10) de uma reunião com os prefeitos e outras autoridades do Estado. A taxa de letalidade é de 1,17% no Estado e o índice de distanciamento social ficou em 30,2%, na segunda (8).
“A população também precisa fazer a sua parte e manter o isolamento social quando possível e sempre o distanciamento entre as pessoas. Use máscara e álcool em gel frequentemente. Não promova e não participe de festas e eventos com aglomerações”, orienta Losso.