Uso de vape faz buraco em pulmão de adolescente que ‘fumava’ equivalente a 57 cigarros por dia

Adolescente de 17 anos fez uso de vape desde os 15 e precisou de cirurgia com duração de quase 6h; pai disse que viveu 'inferno' ao lado da filha

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Redação ND Florianópolis

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O uso de vape causou um buraco no pulmão de uma adolescente de 17 anos, que quase morreu após hábito que ela achava ser ‘inofensivo’. Segundo especialistas, a paciente consumia por dia o equivalente a 57 cigarros por dia.

Foto mostra paciente segurando roupa hospitalar e mostrando curativo na região da costela. Imagem é usada para ilustrar matéria sobre adolescente que usava vape e quase morreuVapor do dispositivo vape provocou buraco em pulmão de adolescente – Foto: Kennedy News and Media/The Sun/Reprodução/ND

Uso de vape provocou bolha pulmonar

Kyla Blight, de 17 anos, começou a usar o vape – também conhecido como cigarro eletrônico – quando tinha apenas 15 anos. A informação foi publicada pelo jornal britânico The Sun.

Ainda naquela época Kyla vaporizava por achar hábito “inofensivo” e chegava a fazer quatro mil baforadas por semana – o equivalente a 400 cigarros convencionais.

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Foto mostra menina em cama de hospital agarrada a urso de pelúciaKyla Blight foi internada duas vezes para tratar consequências do uso e cigarro eletrônico – Foto: Kennedy News and Media/The Sun/Reprodução/ND

O pesadelo começou aos 17 anos, quando Blight apresentou as consequências do consumo de vape. No dia 11 de maio ela foi levada ao hospital às pressas após passar mal.

“Ela estava na casa de uma amiga e recebi um telefonema às 4h informando que ela havia desmaiado e ficado azul”, relembra o pai Mark Blight.

A adolescente foi submetida a uma cirurgia de quase 6h para retirar uma parte do pulmão. Ao todo, foram duas semanas de internação depois do procedimento.

Foto mostra menina branca de cabelos loiros e compridos tirando foto no espelho segurando vape. Menino com cara borrada posa ao lado dela usando casaco pretoBlight sempre publicava fotos posando com o dispositivo nas mãos – Foto: Kennedy News and Media/The Sun/Reprodução/ND

Segundo os médicos, Kyla apresentava uma bolha de ar na parte superior dos pulmões. O uso excessivo do vape, de acordo com os especialistas, foi o que causou o estouro e, consequentemente, o colapso dos órgãos dela.

“Estive no inferno e voltei com Kyla nas últimas semanas. Ela teve uma convulsão na mesa de operação”, desabafou o pai.

“Sinceramente, pensei que eles eram inofensivos e não fariam nada a ninguém. Mas agora não vou tocá-los”, confessou Kyla.

O pai da adolescente conta que foi “assustador” ver a situação da filha e que achou que a menina fosse morrer.

Foto mostra menina branca e loira de blusa azul tirando foto no espelhoDois anos após começar a usar, adolescente desabafa que não pretende mais ‘chegar perto’ dos itens – Foto: Kennedy News and Media/The Sun/Reprodução/ND

‘Ataque cardíaco’

Em novembro de 2023, Kyla deu entrada no hospital pela primeira vez depois de uma situação que o pai acreditava ser um ataque cardíaco.

Após um exame de raio-X, os médicos detectaram um buraco no pulmão dela. Em fevereiro deste ano outro laudo mostrou que a estudante estava curada.

Em maio ela passou mal novamente como consequência do vape.

Foto mostra adolescente e pai dela usando máscara cobrindo apenas parte do queixo. Ambos são brancos de olhos verdes claros. Eles estão sorrindo em selfie.Kyla e o pai Mark que a apoiou durante tratamento delicado – Foto: Kennedy News and Media/The Sun/Reprodução/ND

“Quando eu tinha 15 anos isso começou a se tornar uma coisa popular. Todos os meus amigos estavam fazendo isso. Apenas pensei que seria inofensivo e que ficaria bem”.

Uma pesquisa publicada na revista científica World Journal of Oncology apontou que pessoas que utilizam o vape são diagnosticadas com câncer pelo menos 20 anos antes do que o público que consome os cigarros tradicionais.

Foto mostra paciente deitada em leito de hospital abraçada em urso de pelúciaSomente após a segunda crise pulmonar a adolescente decidiu parar de usar o vape – Foto: Kennedy News and Media/The Sun/Reprodução/ND

Embora os componentes do vapor do cigarro eletrônico sejam diferentes dos cigarros de tabaco tradicionais, os estudos sugerem que o formaldeído, o acetaldeído e as espécies reativas de oxigênio estão presentes em concentrações suficientes para causar danos inflamatórios às vias aéreas e aos tecidos pulmonares.

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