Desde o dia 12 de março deste ano que o HRO (Hospital Regional do Oeste) não enfrentava demanda acima de sua capacidade física e técnica instalada. Entre a madrugada de sexta (6) até esta segunda-feira (9), o aumento foi superior a 58% na demanda por atendimento no PS (Pronto Socorro) do HRO.
De acordo com dados catalogados pelo hospital, entre as maiores demandas estão sintomas da Covid-19, seguido por vítimas de acidentes, vítimas de acidente vascular cerebral e, casos de infarto agudo do miocárdio.
HRO atende pacientes de todo o Oeste do Estado – Foto: Vinicius Schneider/Divulgação/NDA capacidade instalada no pronto socorro é de 29 leitos para observação, sendo que até às 13h desta segunda (9), 17 pacientes a mais estavam alojados em leitos improvisados naquela unidade visando atender a demanda.
SeguirDiante da situação, a direção administrativa do Hospital Regional do Oeste recomenda e solicita à comunidade local e regional que procurem atendimento na unidade mais próxima de sua casa e, somente em casos de emergência e/ou urgência procurem o HRO. O motivo é que os leitos de internação estão lotados e 17 leitos excedentes já foram colocados no Pronto Socorro.
A UTI Geral dispõe de 11 leitos com 100% de ocupação. Na pediátrica são cinco leitos, dos quais apenas um permanece vago. Na UTI Neonatal, dos 10 leitos nove estão ocupados. Já na UTI Covid-19 são 30 leitos disponíveis, dos quais 28 estão ocupados. Na enfermaria Covid-19 há 25 leitos, dos quais nove estão ocupados.
Rede básica de saúde
A direção do hospital recomenda que as pessoas busquem atendimento na rede básica de saúde, ou nos hospitais da região, evitando deslocamento para Chapecó quando não se tratar de casos graves e sem contato prévio entre médico assistente local e médico plantonista da regulação de leitos.
“Tivemos muitas internações de casos clínicos, que poderiam e deveriam ser atendidos em hospitais de menor porte”, disse o diretor geral do hospital, Osmar Arcanjo de Oliveira. “Isso novamente está abarrotando o pronto socorro do HRO”.
HRO alerta população para a superlotação – Foto: Reprodução internetSegundo o HRO, a Secretaria de Estado da Saúde já foi oficiada no intuito de buscar junto aos hospitais da região uma solução no menor espaço de tempo possível. Da mesma forma, a Secretaria Municipal de Saúde de Chapecó, que é gestora plena de recursos públicos para região de sua competência, já foi oficiada e está ciente da situação.
A direção administrativa reafirma que todos os esforços estão sendo feitos junto às autoridades, lançando mão das condições disponíveis para em conjunto buscar atender a população prestando serviços com eficiência. Ao mesmo tempo, solicita que a população compreenda o momento difícil, a fim de evitar ao máximo situações de risco que possam resultar em malefícios a sua saúde.