UTIs Covid passam de 80% de ocupação em oito estados e no DF; veja a situação em SC

Mato Grosso do Sul apresenta taxa de 103% de ocupação dos leitos destinados para adultos em tratamento da Covid-19

Redação ND Florianópolis

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Os leitos de UTIs (Unidade de Terapia Intensiva) do SUS para adultos em tratamento da Covid-19 passam de 80% de ocupação em oito estados e no Distrito Federal, conforme alerta desta quinta-feira (3).

A taxa de ocupação dos leitos de UTI Adulto pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Santa Catarina está em 92,1% – Foto: Anderson Coelho/Arquivo/ND/A taxa de ocupação dos leitos de UTI Adulto pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Santa Catarina está em 92,1% – Foto: Anderson Coelho/Arquivo/ND/

Os pesquisadores do Observatório Covid-19, da Fiocruz (Fundação Oswaldo Crus), consideram que a ocupação acima de 80% dos leitos de UTIs configura zona de alerta crítico e apontam que essa situação era registrada, na última segunda-feira (31) nas seguintes regiões:

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A taxa de ocupação dos leitos para adultos em Santa Catarina, nesta sexta-feira (3), é de 75,23%, ou seja, 334 dos 444 leitos ativos estão ocupados e restando 110 em todo o Estado.

A nota técnica destaca que os aumentos no percentual de ocupação em alguns estados ocorrem ao mesmo tempo que a abertura de leitos.

Pernambuco, por exemplo, ampliou a oferta de vagas de UTI de 991 para 1106, entre 24 e 31 de janeiro, e a taxa de ocupação aumentou de 81% para 88%.

Já entre as capitais, 13 estão em zona de alerta crítico sendo que Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, apresenta uma taxa de 109%.

Os pesquisadores ressaltam que, apesar disso, o cenário não é o mesmo do momento mais crítico da pandemia, entre março e junho de 2021, quando a maior parte do país estava na zona de alerta crítico e o número de leitos para covid-19 era maior.

Preocupação

O grupo de pesquisadores, por meio da nota técnica, alertam que o crescimento da taxa de ocupação das UTIs para adultos é preocupante, “principalmente frente às baixas coberturas vacinais em diversas áreas do país, onde também são mais precários os recursos assistenciais, especialmente os de alta complexidade”.

A Fiocruz reforça que pessoas que já receberam a dose de reforço são pouco suscetíveis à internação, mas podem ter sua vulnerabilidade aumentada por comorbidades graves ou idade avançada.

Além disso, a fundação acrescenta que ainda há uma proporção considerável da população que não recebeu a dose de reforço, que é suscetível a formas mais graves de infecção com a Ômicron e, principalmente, há uma parte da população não vacinada e, portanto, muito mais suscetível.

“Insistimos que é fundamental empreender esforços para avançar na vacinação, incluindo-se a exigência do passaporte vacinal. É também fundamental controlar a disseminação da covid-19, com maior rigor na obrigatoriedade de uso de máscaras em locais públicos, e campanhas para orientar a população sobre o autoisolamento ao apresentarem sintomas, evitando a transmissão intradomiciliar entre outras”, acrescenta.

Para os pesquisadores do Observatório Covid-19, o comportamento das taxas de ocupação em estados e capitais indica a interiorização da variante Ômicron.

Algumas capitais já apresentam mais estabilidade ou mesmo queda nas suas taxas, enquanto as taxas dos estados crescem expressivamente.

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